quinta-feira, 24 de Abril de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉC. XXI

ÉPOCA 2010/11 - I PARTE

Época nova, vida nova, treinador novo e jogadores novos. Saída de Jesualdo Ferreira para a entrada do jovem treinador, André Villas-Boas. 

O plantel também conheceu algumas alterações. As entradas de Kieszek (ex-Braga, Sereno (ex-Valladolide), Emídio Rafael (ex-Académica), Souza (ex-Vasco da Gama), João Moutinho (ex-Sporting), James Rodríguez (ex-Banfield), Walter (ex-Internacional), os regressos de jogadores emprestados, como Sapunaru (ex-Rapid de Bucareste), André Castro e Ukra (ex-Olhanense) e a integração de Christian Atsu (ex-júnior), foram as caras novas do plantel que viu sair Bruno Alves, para o Zenit Ste. Peterburgo, Stepanov, para o Bursaspor, Raúl Meireles, para o Liverpool, Tomás Costa, para o CFR Cluj e mais tarde, por empréstimo, Miguel Lopes ao Bétis, Ukra ao Braga, André Castro ao Gijón e David Addy à Académica.




















A época oficial abriu em 7 de Agosto de 2010, com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, que teve como palco o Estádio Municipal de Aveiro e como adversário o Benfica. Foi uma vitória sem espinhas, num autêntico banho de bola diante de uma arrogante e convencida equipa do regime que durante toda a semana andou a passar a imagem de que seriam favas contadas.

A realidade do jogo cedo desfez essa ideia, com a equipa portista a mostrar-se sempre muito mais forte, coesa e solidária. Vitória por 2-0, com golos de Rolando (3') e Falcao (67') e para o futuro Museu a 17ª Supertaça.





















Equipa titular que em Aveiro venceu a 17ª Supertaça para o Clube. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Maicon, Sapunaru, Rolando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Silvestre Varela e Álvaro Pereira.



Numa época de sonho onde perder foi proibido, o Campeonato nacional traduziu-se num passeio azul e branco com festa do título no campo do rival, com direito a escuridão e jactos de água subitamente accionados, para regar o entusiasmo portista.

A campanha imaculada começou na Figueira da Foz em 14 de Agosto de 2010, frente à aguerrida equipa da Naval que tudo fez para evitar a derrota. Hulk foi a figura do encontro ao marcar o único golo, numa exibição portista mediana.
























Equipa titular na 1ª jornada, frente à Naval. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Maicon, Sapunaru, Rolando, Fernando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Silvestre Varela e Álvaro Pereira.

Isolou-se no comando da classificação à 3ª jornada, depois de vencer em Vila do Conde, o Rio Ave, num jogo nada fácil mas superiormente ultrapassado com 2 golos de Hulk.

Só à 7ª jornada, os Dragões cederam os primeiros pontos, em Guimarães, consentindo um empate (1-1), interrompendo uma fabulosa série de 21 vitórias consecutivas, iniciada em Março de 2010. Foi um jogo em que a superioridade portista não foi traduzida em golos, apesar das inúmeras oportunidades criadas.

Na 10ª jornada o FC Porto recebeu a equipa do regime e submeteu-a a uma enorme humilhação goleando-a por 5-0, reduzindo a pó toda a propaganda e desfaçatez de quem só sabe vencer, fazendo as coisas por outro lado. Foi um autêntico banho de bola, num belo espectáculo de cor, imaginação, vibração e enorme fervor clubista que empolgou a vasta plateia presente no Estádio do Dragão, que viu a vantagem portista na classificação dilatar para 10 pontos de diferença, em relação ao 2º classificado.























Equipa titular que goleou o Benfica por 5-0. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Guarín, Rolando, Sapunaru, Maicon e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Álvaro Pereira e Silvestre Varela.

A primeira volta do campeonato foi dobrada com vitória gorda e esclarecedora, no Dragão, frente ao Marítimo (4-0) e vantagem pontual de 8 pontos para o Benfica (2º) e 13 para o Sporting (3º).

A segunda volta foi transformada numa auto-estrada de vitórias para o título, interrompida apenas na penúltima jornada, com 1 empate frente ao Paços de Ferreira.

O título nacional foi garantido na 25ª jornada, no estádio da Luz. Vitória portista por 1-2, contra tudo e contra todos. Contra a maningâncias do clube do regime, contra a propaganda planfetária dos pasquins amestrados, contra as arbitrariedades dos CD da Liga e contra o sectarismo dos programas televisivos. No final do jogo, o apagão no estádio e a ligação do sistema de rega, como reacção aos festejos mais que merecidos dos jogadores portistas que aproveitaram para gozarem com a situação.




















Equipa titular que à 25ª jornada foi à Luz garantir mais um título nacional. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Rolando, Guarín, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Álvaro Pereira, Fucile e Silvestre Varela.

A festa no Dragão foi celebrada na penúltima jornada, no tal empate frente ao Paços de Ferreira, já que o último jogo do campeonato foi no Funchal contra o Marítimo.

Ao fim das 30 jornadas, o FC Porto registou 27 vitórias e 3 empates, marcou 73 golos (melhor ataque do campeonato), sofreu 16 golos (melhor defesa), somando 84 pontos, mais 21 que o Benfica (2º) e mais 36 que o Sporting (3º).

Hulk sagrou-se o melhor marcador do campeonato com a marca de 23 golos e Radamel Falcao foi o segundo da lista, com 16 golos.























Na Taça de Portugal o FC Porto conquistou pela 3ª vez consecutiva o troféu. A campanha começou no Dragão, frente ao Limianos com vitória portista por 4-1. Frente a um frágil adversário, da 3ª Divisão do futebol nacional, André Vilas-Boas fez alinhar uma equipa baseada em jogadores menos utilizados. O avançado brasileiro Walter foi figura de destaque ao apontar 3 golos.





















Equipa titular frente ao Limianos. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Sereno, Guarín, Sapunaru, Otamendi e Hulk; em baixo: Walter, Rúben Micael, Emídio Rafael, Silvestre Varela e Souza.

Moreirense, Juventude de Évora e Pinhalnovense foram as vítimas seguintes, até que o sorteio colocou no caminho portista o Benfica, nas meias-finais a duas mãos.

O primeiro jogo foi disputado no Dragão. Os azuis e brancos, ainda com a goleada de 5-0 bem fresca na memória, encararam o jogo com demasiada leviandade e acabaram por sofrer as consequências. Derrota comprometedora por 0-2, numa exibição carregada de erros infantis.

Na 2ª mão acabariam por rectificar o resultado, com uma vitória categórica e uma exibição quase perfeita que deixou os lampiões afastados da prova e à beira de um ataque de nervos.



















Equipa titular que na Luz foi eliminar o Benfica da Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Sapunaru, Rolando, Fernando, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Rúben Micael, Radamel Falcao, Álvaro Pereira e Cristian Rodríguez.

A final foi contra o Vitória se Guimarães, no estádio do Jamor.

O favoritismo portista confirmou-se no relvado com uma exibição imparável e muitos golos, não dando grandes hipóteses aos aguerridos minhotos. Resultado gordo (6-2) que reflectiu a superioridade do futebol portista.
























Equipa titular no Jamor. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Fernando, Maicon, Sapunaru, Rolando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Belluschi, Álvaro Pereira, James Rodríguez e Silvestre Varela.




























Com tanta competição e tantos títulos para gerir era natural que a prova em que os responsáveis portistas dedicassem menor atenção fosse precisamente aquela que desde a 1ª edição foi considerada a Taça dos coitadinhos, refiro-me obviamente à mal fadada Taça da Liga.

Desta vez o FC Porto não passou da fase de grupos, averbando 1 derrota, uma vitória e 1 empate, que o fez ocupar a 2ª posição do grupo A.

A derrota no Dragão contra o Nacional da Madeira marcou decisivamente o destino final. Num jogo pouco conseguido, André Villas-Boas mesclou a equipa com jogadores menos utilizados e o resultado foi uma péssima exibição, com muitos erros defensivos e até um frango monumental do 3º guarda-redes (Kieszek).



















Equipa titular que saiu derrotada na 1ª jornada da TL, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: James Rodríguez, Kieszek, Rolando, Sereno, Guarín e Hulk; em baixo: João Moutinho, Walter, Fucile, Rúben Micael e Emídio Rafael.

Apesar da fácil vitória frente ao Beira-Mar, na 2ª jornada, os Dragões ficaram sem hipóteses de discutir o 1º lugar, uma vez que o Nacional voltou a vencer, pelo que o 3º jogo, em Barcelos foi apenas para cumprir calendário.

(Continua)








terça-feira, 22 de Abril de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 52












MANUEL ANTÓNIO - Goleador Nº 52

Apontou 41 golos em 64 jogos em que participou com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas em que esteve ao seu serviço (1965/66 a 1967/68).

Manuel António Leitão da Silva nasceu em 29 de Janeiro de 1946, em Santo Tirso. O seu percurso futebolístico terá começado nas escolas de formação do FC Tirsense, onde acabaria por ascender à equipa principal, na temporada de 1963/64.

Tendo como primeira preocupação a sua formação académica, com o intuito de se licenciar em Medicina, em 1964 decidiu aproveitar as facilidades concedidas aos atletas estudantes, pela equipa da Académica de Coimbra, com a convicção de poder conciliar a sua paixão pelo futebol, juntando assim o útil ao agradável.

Como a sua primeira temporada ao serviço da Académica lhe correu de feição, marcando 21 golos, não conseguiu resistir ao convite que lhe foi dirigido pelos responsáveis do FC Porto para integrar o plantel para a temporada de 1965/66.























Treinado pelo brasileiro Flávio Costa, Manuel António esteve presente em 24 das 26 jornadas do campeonato nacional, cotando-se como o melhor marcador da equipa portista.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 11 de Setembro de 1965, nas Antas, frente ao Barreirense, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, cujo resultado se cifrou numa derrota por 0-1. Já o seu primeiro golo de Dragão ao peito foi conseguido no dia 6 de Outubro de 1965, nas Antas, frente ao clube francês, Stade Français, em jogo a contar para a 1ª eliminatória (2ª mão), da Taça das Cidades Com Feira. O resultado final foi de 1-0, com golo da sua autoria, decisivo para seguir em frente na prova, face ao empate (0-0) conseguido pelo FC Porto, no Parque dos Príncipes, no jogo da 1ª mão.

Manuel António nunca conseguiu impor verdadeiramente a sua veia goleadora, tendo sempre concorrência feroz de artilheiros com credenciais, como Amaury, Valdir, Djalma e Custódio Pinto. A sua melhor performance no FC Porto foi conseguida na sua terceira e última época, ao apontar 20 golos nas três provas em que participou.











Regressou à Académica de Coimbra na época de 1968/69 para se cotar como o melhor marcador do campeonato nacional com a marca de 19 golos. 

Manuel António pode então concretizar o seu sonho, cumprindo nove temporadas a fio com a camisola dos estudantes e concluindo o seu curso de Medicina.

Jogou ainda no União de Leiria, na temporada de 1977/78, no fim da qual encerraria a sua carreira de futebolista, dedicando-se finalmente e em exclusivo à sua 2ª paixão, tornando-se num médico famoso que o levou até à Direcção do Serviço de Oncologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):
1 Taça de Portugal (1967/68)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

PLAY-OFF DA CL GARANTIDA















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR






















O FC Porto pôs hoje o ponto final nas dúvidas que ainda existiam quanto à possibilidade de garantir o 3º lugar, posição que lhe garante disputar a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Champions League da próxima temporada, ao vencer como lhe competia, o Rio Ave.






















Hoje, sobe a orientação técnica de António Folha, por castigo do técnico principal Luís Castro, a equipa portista que também não pode contar com Fernando e Quaresma, entrou bem no jogo, parecendo disposta a resolver cedo a contenda e a rubricar uma exibição mais condizente com a real capacidade dos seus atletas. Criou três lances de perigo junto da baliza adversária nos primeiros 8 minutos, mas inexplicavelmente, depois e até ao intervalo resvalou para uma mediocridade gritante que chegou a arrancar alguns assobios das bancadas muito despidas do Dragão.

Futebol desligado, muita desconcentração, precipitação a rodos, ingenuidade quanto baste e erros de principiante, foram os ingredientes que pautaram o futebol portista que teve pela frente um adversário arrumado mas muito pouco hábil nas manobras ofensivas.

Na segunda metade, António Folha que já tinha sido forçado a substituir Varela, durante a primeira parte, optou por deixar Josué nas cabines e lançou o jovem Quintero. O médio colombiano conseguiu introduzir no jogo mais rapidez de execução e raciocínio, mais criatividade e mais profundidade ofensiva, resultando um futebol mais agressivo, mais dinâmico e muito mais perigoso.

Os golos acabariam por surgir de forma natural, como corolário dessa melhoria, com a equipa a funcionar mais coesa e mais organizada e a elaborar jogadas de bom recorte técnico, nem sempre bem aproveitadas.

No primeiro, Quintero fez um passe rasgado para a área, na direcção do seu compatriota que foi abalroado pelas costas por Marcelo, mesmo nas barbas do árbitro. Nuno Almeida não teve dúvidas e assinalou de imediato a grande penalidade bem concretizada por Jackson Martinez.




















No segundo, novo passe de Quintero, um tanto parecido com o anterior, desta vez a desmarcar Herrera. O mexicano recebeu com o peito, a bola subiu um pouco e de cabeça bateu o guardião contrário que lhe saíra na tentativa de lhe fazer a mancha.




















O terceiro e último golo portista nasceu de um livre indirecto, marcado à entrada da área do Rio Ave. Defour deu um pequeno toque e Danilo rematou com violência, fazendo a bola ressaltar na barreira, desviando-a fora do alcance do guarda-redes.




















Vitória robusta numa partida de duas faces e que só a performance da segunda parte justificou, com destaques para Quintero, decisivo na melhoria do futebol portista, para Herrera  e Danilo, em algumas fases do encontro.

domingo, 20 de Abril de 2014

AINDA EXISTE FORÇA ANÍMICA SUFICIENTE?








Com os dois primeiros lugares já definidos, o FC Porto ainda continua comprometido em assegurar a terceira posição em que se encontra, que só uma vitória no próximo jogo poderá garantir em definitivo. Como se sabe, este é o modesto objectivo que sobrou de uma época marcada pela mediocridade e falta de objectividade do futebol portista.

Pela frente vai estar a equipa do Rio Ave, treinada por Nuno Espírito Santo, bastante moralizada pelo feito conseguido a meio da semana, ao qualificar-se para a final da Taça de Portugal, ao contrário da equipa portista.

Dois estados de espírito antagónicos que poderão, ou não, influenciar o desenrolar dos acontecimentos, neste confronto, não obstante a perda de pontos que o Estoril consentiu na sua deslocação a Barcelos, cedendo eventualmente pontos decisivos na luta pelo 3º lugar,  e que em situação normal, poderia servir como incentivo adicional para os atletas portistas.

O técnico portista Luís Castro vai estar afastado do banco, por castigo, tal como Fernando e Quaresma, pela mesma razão.

No lote dos convocados o destaque vai para o regresso de Kelvin.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS 




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 28ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Segunda-feira, 21 de Abril de 2014, às 20:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Nuno Almeida - A.F. Algarve
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTvLive

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

ANEDÓTICO DESCALABRO















FICHA DO JOGO

























Sabia-se que não ia ser fácil segurar a magra vantagem de 1 golo, alcançada no Dragão. Sabia-se que a equipa portista teria de apelar às suas melhores qualidades para conseguir sair da Luz com um resultado capaz de assegurar a presença no Jamor. Sabia-se também que esta equipa do FC Porto continua numa onda de más prestações. O que não era fácil de imaginar era esta tendência para um descalabro tão anedótico.

Luís Castro que tinha poupado alguns dos jogadores considerados nucleares para poder contar com eles, em pleno, para este jogo, fez alinhar aqueles que considera serem os mais capazes, neste momento. 





















Só que este grupo de jogadores está muito longe de poder formar uma equipa, na verdadeira acepção do seu significado. «Aquilo» que deambulou no relvado escorregadio da Luz, equipado de azul e branco, não passou de um grupo à deriva, sem Norte, sem comando, sem a mínima noção do que fazer com a bola, sem carácter, sem capacidade, sem competência, sem garra, sem chama, sem ambição, sem ponta por onde se pegue. Uma nulidade a roçar o ridículo, o anedótico.

«Aquela coisa», equipada de azul e branco entrou em campo assustada, encolhida, atrofiada, por vezes displicente e incapaz de pôr a inteligência a funcionar. Futebol sem ligação, como quase sempre esta época, incapacidade para organizar as acções ofensivas e, perdas de bola constantes a provocarem contra-golpes a que se somaram as habituais «abébias» defensivas.

Logo aos 3 minutos, uma perda de bola a meio-campo originou uma acção atacante do adversário, com Danilo adiantado a obrigar o central mexicano Diego Reyes a tentar, sem êxito, cobrir o buraco. Cruzamento efectuado para o 1º poste, com Sálvio a aparecer como uma flecha, a rematar ao lado, perante a passividade de Mangala, que se deixou antecipar.

Seguiram-se uma série de cantos sucessivos (creio que 7), ainda que em metade deles Jardel tenha carregado Fabiano, com a complacência do «querido» Pedro Proença.

Os Dragões experimentaram imensas dificuldades para sacudir a pressão benfiquista e neste quadro, a perda da vantagem conseguida no Dragão foi fácil e rapidamente anulada à passagem do minuto 17. Ataque pela esquerda, cruzamento para o 2º poste e golo, assim com toda a facilidade. Ninguém a tentar evitar o cruzamento e depois Alex Sandro, ligeiramente atrasado, preferiu abordar o lance com o pé quando deveria tentar com a cabeça e Fabiano a ser surpreendido e algo mal batido.






















O FC Porto tentou reagir mas sempre de forma inconsistente, até que aos 28 minutos o defesa Siqueira viu o duplo amarelo seguido do cartão vermelho, por ter «ceifado» Quaresma.

Pensava-se que a partir desse momento os azuis e brancos teriam todas as condições para voltar a ganhar vantagem. A verdade é que conseguiram travar o ímpeto atacante do adversário, passou a ter mais a bola, mas sem capacidade para criar jogadas de perigo efectivo na área dos lisboetas, pelo que o intervalo surgiu sem mais alterações no resultado.

No reatamento o FC Porto continuou na sua tentativa de criar perigo, mas a bola passou de pé para pé, para os lados e para trás, sem criatividade, sem imaginação, sem lances de ruptura e portanto sem perigo.

O golo do empate surgiria aos 52 minutos num trabalho magnífico e individual de Varela, culminando com um remate certeiro pelo meio das pernas de Artur (talvez a única coisa positiva da equipa portista em todo o jogo).


















A jogar com mais um elemento, conseguido o empate e com o adversário a necessitar de marcar dois golos para seguir em frente, parecia o cenário ideal para garantir um lugar no Jamor. Seria se «aquela coisa» que equipou de azul e branco fosse realmente uma equipa coesa, solidária, organizada, competente e ambiciosa.

Assim, o que se assistiu a seguir foi a um colapso, a um anedótico descalabro. É verdade que começou por ter o dedo do «querido» Pedro Proença que se deixou «comer» pelo teatro de Sálvio, assinalando uma grande penalidade inexistente, que os benfiquistas aproveitaram, voltando ao comando no marcador.

Nada estaria perdido se «aquela coisa» de azul e branco vestida fosse uma equipa. Assim, o festival do anedotário nacional continuou pujante e ridículo até ao golo de André Gomes, que fez o que quis dos alegadamente defesas portistas, fazendo levantar o estádio.

A partir daqui acabou o futebol para se entrar na fase do desespero de uns e da matreirice dos outros. O «querido» Proença ainda quis ser figura mais preponderante, expulsando Jesus, Luís Castro e Quaresma.

Derrota e eliminação merecidas numa época para esquecer onde a culpa não pode morrer solteira.

Fica a faltar a Taça da Liga e a defesa do 3º lugar do Campeonato. Quanto ao primeiro destes dois objectivos, eu quero que se lixe a Taça, embora gostasse que «aquela coisa» que vestiu de azul e branco, ainda tivesse alguma réstia de orgulho para vencer este mesmo adversário e se apresentasse na final, o que reputo de pouco provável. Quanto ao último objectivo seria escandaloso não consegui-lo.  

terça-feira, 15 de Abril de 2014

QUE SEJAM VERDADEIROS DRAGÕES








Em período prolongado de jogos ao meio e ao fim da semana, o FC Porto quase não tem tempo para recuperar e preparar o jogo seguinte, e o próximo é no estádio da Luz, onde a equipa portista vai tentar avançar para a final da Taça de Portugal.

Já afastado do título nacional e da Liga Europa, as migalhas que ainda sobram são as duas taças (de Portugal e da Liga), que não salvarão a época, mas atenuariam de algum modo o descalabro.

A vantagem é de apenas 1 golo, margem presumivelmente insuficiente que obrigará os Dragões a terem uma atitude positiva perante o jogo e o adversário.

Falta saber se em termos emocionais a equipa já digeriu o escândalo de Sevilha e se estará à altura de enfrentar com ambição e competência os próximos campeões nacionais.

Luís Castro tem gerido com alguma coragem e competência os esforço do plantel, nesta fase de acumulação de jogos e oxalá os atletas poupados saibam corresponder da melhor forma à confiança neles depositada.

Assim, são naturais os regressos à lista dos convocados, de Danilo, Diego Reyes, Herrera e Quaresma, alguns dos quais apontados ao onze titular. De fora ficaram desta vez, Víctor Garcia, Abdoulaye e Kelvin.

QUADRO COMPLETO DO CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Taça de Portugal - Meias-finais - 2ª Mão
PALCO DO JOGO: Estádio da Luz - Lisboa
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 16 de Abril de 2014, às 20:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Pedro Proença - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 51












PENA - Goleador Nº 51

Apontou 42 golos em 87 jogos que realizou com a camisola do FC Porto, durante as duas épocas (2000/01 e 2001/02), ao seu serviço.

Renivaldo Pereira de Jesus, mais conhecido por Pena, nasceu em 19 de Fevereiro de 1974, em Vitória da Conquista Estado da Bahía, Brasil. Começou o seu percurso futebolístico em clubes modestos da sua terra natal (o Serrano, em 1994 e o Conquista, em 1995 e 1996), tendo passado depois por clubes de outros Estados brasileiros (o Rio Branco, em 1997, o Paraguaçuense e o Ceará, ambos em 1998). Teve de seguida o seu primeiro contacto com o futebol europeu, ainda em 1998, para representar o clube suíço Grasshopper Club Zurich, onde permaneceu apenas alguns meses, regressando ao Brasil para envergar a camisola do Palmeiras.

Chegou ao futebol português em Agosto de 2000 com a responsabilidade de substituir Mário Jardel, no ataque do FC Porto, assinando por 5 temporadas. Foi chegar, ver, marcar (22 vezes) e vencer, sagrando-se o melhor marcador do Campeonato Nacional de 2000/01.























A sua estreia oficial com a camisola azul e branca aconteceu em 9 de Setembro de 2000, no Estádio das Antas, assinando os dois golos da vitória portista (2-1), frente ao Paços de Ferreira, em jogo da 3ª Jornada do Campeonato nacional.

Na 2ª temporada Pena não conseguiu confirmar os seus dotes de goleador, apontando apenas 6 golos no Campeonato, em 24 jogos realizados e já na sombra de outro goleador nato que o FC Porto tinha ido buscar ao Celta de Vigo, o Sul-africano Benny McCarthey.


Depois de se desentender com o técnico do Clube Octávio Machado,  Pena foi emprestado aos franceses do RC Strasbourg (2002/03), onde não foi feliz, seguindo-se mais dois outros empréstimos (SC Braga, 2003/04 e CS Marítimo, 2004/05).


Concluído o contrato com o FC Porto, o avançado brasileiro regressou ao seu país para vestir a camisola do Botafogo (2005 e 2006), entrando de seguida na curva descendente da sua carreira representando formações mais modestas, como o Paulista (2006), o Confiança e o Serrano (2007), o Madre de Deus (2009), terminando no clube onde se iniciara, o Serrano (2010 e 2011).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Taça de Portugal (2000/01) 
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt e Base de dados actualizados, de Rui Anjos.