quarta-feira, 25 de março de 2015

OS ATLETAS PORTISTAS REQUISITADOS PARA AS SELECÇÕES

Esta nova paragem nas competições nacionais, para dar espaço aos jogos de selecções, voltou a provocar grandes alterações na preparação da equipa do FC Porto, para os compromissos que se avizinham.

São 12 os atletas portistas, chamados aos trabalhos das várias selecções (onze do plantel principal e mais um da equipa B):





























Rúben Neves, Ricardo e Óliver Torres para o escalão de Sub-21 e todos os outros para as selecções principais dos seus países.

segunda-feira, 23 de março de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 96












PAULO PEREIRA - Goleador Nº 96

Apontou 19 golos em 125 jogos, com a camisola do FC Porto, ao longo das 5 temporadas ao seu serviço (1988/89 a 1991/92 e 1993/94).

Paulo António do Pardo Pereira, nasceu em 27 de Agosto de 1965, em Campinas, Brasil. Começou a sua carreira de futebolista no São José Esporte Clube, da cidade de São José dos Campos (São Paulo), em 1982, representando a formação de juvenis. Participou mais tarde  num torneio de juniores, em representação do São Paulo que depois o queria emprestar a um clube da 2ª Divisão, mas não aceitando ficou senhor do seu passe e livre para decidir o seu destino.

Em 1987 era titular do Esporte Clube São Bento, de Sorocoba (São Paulo) de onde se viria a transferir para o Club de Futbol Monterrey, do México, clube sem grandes ambições que andava normalmente abaixo do meio da tabela classificativa.

Em 1988 mudou-se para a Europa para representar o FC Porto, assinando um contrato válido por 4 temporadas.






















A sua estreia oficial com a camisola azul e branca aconteceu no dia 7 de Janeiro de 1989, no estádio do Bessa, frente ao Boavista, em jogo a contar para a 20ª Jornada do Campeonato nacional, com derrota pesada por 4-1.

Apesar de ser dextro, este defesa brasileiro foi muito útil, especialmente no período em que se tornou complicado encontrar um substituto para o fantástico defesa esquerdo brasileiro Branco. Mesmo sem ter sido  titular indiscutível, Paulo Pereira assumia com relativa facilidade qualquer lugar do quarteto defensivo, bem como a posição de médio defensivo. Ainda assim foi a lateral esquerdo que mais se evidenciou e mais jogos realizou. Foi campeão nacional em 1989/90, com Artur Jorge e em 1991/92, com o seu compatriota Carlos Alberto Silva.

Depois de renovar por mais duas épocas acabou por ser emprestado ao Vitória de Guimarães (1992/93), regressando ao plantel portista na temporada seguinte, fazendo apenas 15 jogos.










Quebrou definitivamente o vinculo com os Dragões em 1994, transferindo-se para o rival Benfica onde jogou mais duas temporadas (1994/95 e 1995/96), mudando-se em Setembro de 1996 para Itália, em representação do Génova, da Série B, por duas temporadas (1996/97 e 1997/98). Na temporada seguinte voltou a mudar de emblema, mantendo-se no 2º escalão do futebol transalpino, desta vez para representar o Reggina, clube onde pôs o ponto final na sua carreira de futebolista.

Depois disso apareceu em várias equipas técnicas, como treinador adjunto.

Palmarés ao serviço do FC Porto (6 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1989/90 e 1991/92)
2 Taças de Portugal (1990/91 e 1993/94)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91 e 1992/93)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sábado, 21 de março de 2015

EMPATE COM SABOR A DESILUSÃO
















FICHA DO JOGO



























O FC Porto perdeu esta noite uma oportunidade de ouro para reduzir a desvantagem para o primeiro lugar para apenas um ponto, ao ceder um empate no Funchal, onde esteve a ganhar.

Julen Lopetegui fez regressar ao onze titular Danilo, Maicon, Evandro e Cristian Tello, mas os Dragões manifestaram desde logo grandes dificuldades para chegar até à área adversária.

Durante o primeiro tempo ainda conseguiram controlar o jogo, muito disputado a meio campo, mas sem rasgo, com futebol previsível, sem grande ligação, muito pouco fluído e por isso fácil de anular. 

O lance mais perigoso aconteceu aos doze minutos num livre directo apontado por Casemiro que saiu ao lado, mas controlado pelo guardião contrário. Só aos 24 minutos os azuis e brancos, hoje de cor de rosa, voltariam a dar o ar da sua graça num remate de Brahimi, hoje uma autêntica sombra, com a bola a subir muito. Aos 38, foi Alex Sandro a atirar uma bomba, sobre o lado esquerdo, bem contrariada por Gottardi. Em cima dos 45 minutos, ataque conduzido por Tello a simular o passe a rasgar para a entrada pela direita de Danilo, optando por flectir para o centro, enquadrar-se com a baliza e disparar para um grande golo.























Logo a seguir veio o intervalo, com vantagem correcta do FC Porto, que apesar de não ter conseguido apresentar o seu futebol asfixiante habitual, foi ainda assim a única equipa que atacou e que gizou os principais lances ofensivos desse período.

Com o pássaro na mão era espectável que os Dragões encarassem o segundo tempo com mais confiança, com mais serenidade e com mais conforto. Logo nos primeiros lances Maicon esteve perto de dilatar o marcador, na marcação de um livre directo que fez a bola bater com estrondo na barra, mas o Nacional mostrou outra ambição e outro atrevimento, passando a dividir o controlo do jogo e aparecer com frequência junto à área portista.

Helton foi posto à prova, aos 55 minutos, num livre directo, que defendeu de forma espectacular, evitando o golo do empate, mas aos 63 foi impotente para desfazer a jogada de ataque da equipa da casa, numa jogada pela esquerda com cruzamento rasteiro para a área, apanhando a defesa portista em contra pé. Os centrais não conseguiram desfazer o lance, Helton também não foi suficiente lesto  para defender na sua pequena área, a bola sobrou para Wagner que teve a lucidez para acompanhar o lance e aparecer primeiro que Alex Sandro para fazer um golo fácil. Balde de água fria nas ambições portistas.

O jogo entrou numa fase de parada e resposta, ficando a sensação que o Nacional poderia chegar à vitória. a Equipa portista denotava grandes dificuldades para parar as jogadas ofensivas do adversário e o desgaste físico e psicológico era cada vez mais evidente e preocupante.

Julen Lopetegui tirou Evandro para a entrada de Quintero, mas nada se alterou. Demorou demasiado a tirar Brahimi (73 minutos) para entrar o endiabrado Quaresma, que veio dar ao ataque rosa uma imagem mais condizente com a responsabilidade do jogo.

Se é verdade que antes, precisamente aos 65 minutos Danilo atirou ao poste e no minuto seguinte Aboubakar aqueceu as mãos de Gottardi, não deixa de ser menos verdade que o falhanço mais incrível do encontro pertenceu ao Nacional, quando aos 70 minutos, num rápido contra-ataque, Lucas João, isolado, na cara de Helton e a um metro da linha de golo fez o mais difícil, atirar por cima da barra!

Empate certo num jogo em que o FC Porto dominou a primeira parte e consentiu alguns momentos de supremacia do adversário na segunda matade. Conseguiu, apesar de tudo, ficar a três pontos da liderança, situação ligeiramente melhor, que faz depender de si próprio o desfecho deste campeonato, mas, com a complicada missão de ter de vencer na Luz, se a a diferença pontual não for encurtada até lá, por 3-0. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

NA CHOUPANA PARA MAIS UM TESTE DIFÍCIL









Vencer é o único caminho para continuar na luta pelo título nacional, ainda assim cada vez mais difícil de alcançar, tendo em conta a distância pontual e o facto de faltarem menos jogos para o fim, isto para não voltar a falar do ambiente instalado a nível de bastidores, que têm influenciado de forma despudorada a classificação.

A Choupana é um local onde o FC Porto costuma encontrar imensas dificuldades e por isso, amanhã não deverá ser diferente.

Cabe aos Dragões desmontar os estratagemas que ambas as equipas (Nacional e APAF) irão colocar, com inteligência, capacidade e eficácia, para somar mais três pontos.

Julen Lopetegui formou uma lista de convocados de 20 jogadores, onde sobressaem as entradas dos guarda-redes suplentes Andrés Fernandez e Ricardo Nunes, para além dos regressos de Danilo, Maicon e Gonçalo Paciência.

De fora ficaram desta vez, Fabiano, em função do cartão vermelho visto na jornada anterior, Ricardo Pereira e Diego Reyes.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















O onze titular vai mais uma vez conhecer alterações. Helton vai reaparecer a titular, para o campeonato nacional, um pouco mais de doze meses depois da sua anterior aparição (saiu lesionado no dia 16 de Março de 2014, em Alvalade, na 23ª jornada). Também Danilo e Maicon, já recuperados de lesões, deverão ocupar as suas posições na defesa. Lá na frente suponho que Tello ocupará o lugar de Quaresma.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 26º JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DA MADEIRA - CHOUPAL - FUNCHAL
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO, 21 DE MARÇO DE 2015, ÀS 20:15 H
ÁRBITRO NOMEADO: MANUEL OLIVEIRA - A.F. PORTO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

SORTE MADRASTA NO SORTEIO DA CL

















O sorteio realizado hoje em Nyon, colocou no caminho do FC Porto a equipa mais temível da actualidade, o todo poderoso Bayern de Munique.

Sorte madrasta, sem dúvida, que vai obrigar os Dragões a vestirem a pele de David para derrubarem o enorme Golias. Luta desigual que só o querer, a raça, a ambição, a competência e muita sorte à mistura, todos conjugados poderão alterar a lógica.

A esperança é a última a morrer e os nossos rapazes, apesar de muito mais inexperientes, não deixarão de colocar em campo todas as qualidades que possuem para que os dois jogos possam ser disputados com algum equilíbrio. 

Se tal acontecer, vão ser sempre glorificados, qualquer que seja o desfecho da eliminatória.

terça-feira, 17 de março de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 95












JUARY - Goleador Nº 95

Apontou 19 golos em 60 jogos, com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas ao seu serviço (1985/86 a 1987/88).

Juary Jorge dos Santos Filho, nasceu no dia 16 de Junho de 1959, em São João do Meriti, Rio de Janeiro, Brasil. Começou a sua carreira de futebolista profissional no Santos F.C., em 1977. Inicialmente foi utilizado como extremo-direito, mas foi como ponta de lança que deu mais nas vistas. Foi nessa posição que conquistou o Paulistão em 1978.

No ano seguinte fez uma incursão até ao México, onde representou o América, até 1982, para viajar de seguida até Itália. Em terras transalpinas representou 4 emblemas: O U.S. Avelino (1982 e 1983); o Inter de Milão  (1983 a 1984); o Ascoli Calcio (1984 a 1985) e finalmente o U.S. Cremonese (1985 a 1986).

Não tendo sido muito feliz em Itália, Juary recebeu um convite do empresário Luciano D'Onofrio para representar o FC Porto, na altura treinado por Artur Jorge, que o deixou muito entusiasmado e por isso aceitou.






















Estreou-se oficialmente de Dragão ao peito, no dia 25 de Agosto de 1985, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0, sendo o autor do primeiro da partida.

Jogador rápido, de boa técnica e faro pelo golo, Juary tornou-se num jogador influente, embora sem ser titular indiscutível, quando era chamado ao jogo correspondia ao que dele se esperava. Marcou golos importantes, como o que deu a vitória na final de Viena, frente ao Bayern de Munique e contribuiu para uma série de títulos.

Esteve também presente na final da Taça Intercontinental, mas não chegou a ser utilizado face às condições atmosféricas e estado do terreno, adversos para as suas características.









Após as três temporadas em defesa da camisola portista, Juary regressou ao futebol brasileiro para vestir a camisola da Associação Portuguesa dos Desportos, mas a sua passagem pelo Canindé foi um tanto discreta pelo que, no ano seguinte, ingressou no clube que o projectou, o Santos, mas sem conseguir exibir o seu futebol, caracterizado pela velocidade e oportunismo. Antes de encerrar a carreira, em 1990, representou ainda o Moto Clube.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1985/86 e 1987/88)
1 Taça de Portugal (1987/88)
1 Taça Clubes Campeões Europeus (1986/87)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 15 de março de 2015

APAGÃO, EXPULSÃO E CORAÇÃO
















FICHA DO JOGO


























No título desta crónica estão os três factores principais que a meu ver, condicionaram a exibição portista, esta noite, e consequentemente o magro resultado alcançado.

Depois de alguns contratempos do foro físico de alguns jogadores (Jackson Martinez, Danilo e Maicon) impeditivos da sua utilização, Julen Lopetegui viu-se obrigado a introduzir algumas alterações no onze inicial aumentando para 4  essas mexidas. Na defensiva Ricardo foi a alternativa já esperada a Danilo e no eixo Marcano foi desviado para a direita, enquanto Martins Indi assumiu a sua posição habitual como central mais à esquerda. No meio campo Óliver Torres ocupou a posição que vinha sendo desempenada com competência por Evandro e lá na frente, Quaresma apareceu no lugar de Tello, que como se sabe, esteve ausente da maior parte dos treinos desta semana, autorizado para tratar de assuntos pessoais.


























Cedo se percebeu que a noite não iria ser de gala, como na passada Terça-feira, pela forma desorganizada, trapalhona e muito pouco consistente com que os jogadores portistas se movimentaram em campo, mostrando grandes dificuldades para segurar a bola e a conduzir com qualidade e coerência. Pareceu-me demasiada displicência e excesso de confiança nas fragilidades do adversário.

Para piorar a situação, em mais uma perda de bola infantil,  Fabiano, na tentativa de emendar um erro que não foi seu, saiu-se mal e borrou a pintura, derrubando bem fora da área, o seu adversário, vendo por isso o cartão vermelho, numa decisão talvez demasiado rigorosa dado que Ricardo estava igualmente a disputar o lance.























Desta acção disciplinar, Ricardo foi sacrificado para a entrada de emergência de Helton. Daí resultou que o FC Porto, até ao final da primeira parte, ficasse a jogar apenas com 3 defesas e com Casemiro mais atento na cobertura da lateral direita. 

Curiosamente, os azuis e brancos, depois de alguns minutos de adaptação à inferioridade numérica, conseguiram criar os melhores lances de ataque e chegar ao golo. Bola conduzida por Herrera até ao vértice da grande área, sobre o lado direito, colocação em Quaresma, um pouco mais à frente livre de marcação, recepção de costas para a baliza, rotação, dois passos em progressão, cabeça levantada, cruzamento perfeito para a cabeça de Aboubakar, que na passada não perdoou. Rápido, simples e eficaz.
























Apesar de uma exibição demasiado cinzenta e em inferioridade numérica, os Dragões conseguiram chegar à vantagem no marcador e até perder mais uma ou outra oportunidade. Foi assim aos 22 minutos por Óliver Torres, que na cara de Goicoechea, não foi capaz de o desfeitear e poderia ter sido ao minuto 26, se o árbitro da partida tivesse assinalado uma grande penalidade a castigar a acção faltosa de Diego Gallo, sobre Quaresma.

Aliás o Mustang foi sempre o principal quebra cabeças da defesa do Arouca, com o seu opositor directo Balliu a ter que o travar várias vezes, à margem das leis, com alguma benevolência do árbitro da partida que acabou por admoestá-lo apenas aos 69 minutos. 

A vantagem portista ao intervalo era, apesar de tudo, justa e quiçá curta, perante um adversário voluntarioso e algo atrevido, mesmo antes de se encontrar em superioridade numérica.

Para a segunda parte Julen Lopetegui optou por um sistema que lhe pareceu mais conveniente e seguro, na tentativa de gerir o golo de vantagem. Recuou Herrera para a lateral direita, enfraquecendo o meio campo, já que conservou Brahimi na ala, em vez de o fazer recuar também.

Pedro Emanuel passou a explorar de forma exemplar essa cedência e o Arouca cresceu no campo, importunando de forma séria o último reduto portista. Assistiu-se então a um período de enorme trabalho defensivo a culminar com uma espectacular defesa de Helton, a garantir o nulo na sua baliza. 

O ataque azul e branco passou a ser cada vez menos produtivo e só de quando em vez a bola aparecia com algum perigo na área do Arouca, principalmente por Quaresma que esteve perto de um grande golo que Goicoechea lhe recusou com uma grande defesa para canto.

O técnico portista assistia com preocupação ao desgaste físico e psicológico da sua equipa e aos 56 minutos trocou Óliver por Rúben Neves, num sinal claro de pragmatismo. Era necessária mais segurança defensiva e segurar a todo o custo a magra vantagem. Helton e Marcano estiveram imperiais, opondo-se com eficácia às crescentes tentativas arouquenses. Depois foi Quaresma, o melhor jogador em campo, a dar o seu lugar e Tello, numa altura em que os jogadores do FC Porto estavam mais interessados que o tempo de jogo se esgotasse.

Vitória muito difícil, num jogo que se esperava bem mais simples mas que começou a ficar complicado, primeiro pelo apagão na atitude e depois pela expulsão muito cedo. Sobrou a recuperação da força suficiente para chegar à vantagem no marcador e um grande coração para a defender.