segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 73












LOPES CARNEIRO - Goleador Nª 73

Apontou 30 golos em 100 jogos, com a camisola do FC Porto, durante as 9 temporadas ao seu serviço.

Fez ainda mais 36 golos em 61 jogos correspondentes à sua participação no Campeonato Regional do Porto, sagrando-se 9 vezes Campeão Regional.

Armando Lopes Carneiro nasceu em 14 de Junho de 1913, na Feira, Distrito de Aveiro. Atleta de baixa estatura, era no entanto muito lutador,  rápido e hábil, transformando-se num extremo direito importante e rematador.

Ingressou no FC Porto na temporada de 1930/31, estreando-se oficialmente com a camisola do FC Porto, no dia 7 de Fevereiro de 1930, no Campo da Constituição, contra o Candal, em jogo da 4ª jornada do Campeonato Regional do Porto, com vitória portista por 6-2, com um dos golos da sua lavra. Em provas de âmbito nacional a sua estreia aconteceu no dia 22 de Março de 1931, em Viana do Castelo, frente ao Vianense, em jogo da 1ª eliminatória do Campeonato de Portugal, com vitória portista, por 7-0.























Foi sempre um jogador importante e um bom municiador de jogo para o famoso Pinga, com quem fazia dupla.
















Palmarés ao serviço do FC Porto (5 títulos):
2 Campeonatos de Portugal (1931/32 e 1936/37)
3 Campeonatos Nacionais (1934/35, 1938/39 e 1939/40) 

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 21 de Setembro de 2014

ATADO NUM AUTOCARRO CHEIO DE TEIAS
















FICHA DO JOGO


























Se na antevisão deste jogo eu tinha imaginado apenas três alterações no onze titular, Lopetegui foi mais além e procedeu a seis. O guarda-redes Andrés Fernández e o defesa central Iván Marcano fizeram a sua estreia com a camisola do FC Porto, Rúben Neves foi a outra que não esperava,  confirmando-se as inclusões de José Angel, Evandro e C. Tello.






















Outro facto que também não previ foi a forte chuvada que fustigou a cidade do Porto em geral e o Estádio do Dragão em particular, que deixou o relvado impraticável tendo sido necessária a acção dos tratadores da relva, provocando o atraso no inicio da partida em três quartos de hora.




















Começado o jogo, cedo se perceberam as intenções do Boavista. Defender com unhas e dentes e evitar sofrer golos, desta vez até sem recorrer à sua tradicional «sarrafada».

Os jogadores azuis e brancos, talvez ainda toldados pelas facilidades encontradas no jogo anterior, frente ao Bate Borisov, entraram descontraídos a jogar o seu futebol de posse e circulação, mesmo que em alguns locais do relvado a bola não rolasse normalmente, por força da intempérie. Por certo, com alguma paciência e fé nas artes mágicas de Brahimi, o golo aparecesse e a equipa visitante fosse obrigada a desmontar o autocarro.

Só que desta vez houve Brahimi mas sem magia capaz de desatar o nó das teias deste Boavista que lhe bastou ser "Petit" para atrofiar os movimentos ofensivos dos azuis e brancos que raramente conseguiram ser esclarecidos mas sempre ineficazes.























O FC Porto teve durante todo o jogo, mesmo depois da expulsão tão ridícula quanto injusta de Maicon, aos 25 minutos, uma percentagem de posse de bola superior a 80%, mas nunca foi capaz de a transformar num proveito contundente. Não foi por esta expulsão nem tão pouco pelo estado do relvado que os Dragões não ganharam o jogo. Não ganharam porque não foram suficientemente competentes para o fazer, até na escolha do campo, quando decidiram começar o jogo atacando para Norte, ao contrário do que é costume no Dragão, precisamente onde se encontrava a área mais danificada pela chuva, quando eram previsíveis as intenções do Boavista de não sair do seu meio campo. Nesta perspectiva creio que seria de muito bom senso atacar para o lado mais poupado do relvado onde o futebol portista poderia ser desenvolvido com menos interferências. Já cá atrás, não correria grandes riscos dada a falta de ambição dos axadrezados, como se verificou.

A verdade é que aos 15 minutos o FC Porto perdeu um lance de golo iminente quando C. Tello recuperou uma bola no meio campo, avançou para a baliza e na tentativa de assistir Brahimi que acompanhou a jogada, a bola ficou presa num charco dessa mesma área, gorando-se a possibilidade de fazer um golo fácil.



















Lopetegui, inteligentemente reorganizou a equipa, depois da expulsão de Maicon, não fazendo substituições, mas depois demorou demasiado a tirar Tello e Herrera, ambos muito precipitados e pouco produtivos.

No final sobrou um empate sem golos, resultado que a equipa mereceu pela sua frágil exibição.

Fui dos que não me iludi com os 6-0 frente ao fraco Bate Borisov, e não quero saber se os pasquins amestrados e os comentadores alienados aproveitaram para menosprezar essa nossa vitória, é para o lado que durmo melhor. Penso com a minha cabeça e não sou influenciável, muito menos por atrasados mentais.

Confesso que este futebol de Lopetegui ainda não me convenceu. Não gosto do excesso da circulação da bola, entre os defesas, para trás e para os lados, sem progressão, numa manifestação clara de falta de soluções. Não gosto da forma como os médios se movimentam, nessas alturas, ficando demasiado fixos, não oferecendo linhas de passe entre linhas. Também não gosto da falta de confiança da maioria dos atletas, incapazes de assumirem o jogo ofensivo, preferindo atrasar o jogo.

Eu sei que esta equipa necessita de tempo para crescer, que ainda é cedo para tirar conclusões, mas ainda assim não me parece que este futebol possa ter grandes resultados, num campeonato em que a maioria das equipas baixa muito os seus blocos, não dando grandes espaços.

sábado, 20 de Setembro de 2014

O DERBY DO «AUTOCARRO E SARRAFADA»?









Este Domingo voltamos a ter o derby no Dragão, que esteve arredado do Campeonato nacional depois da temporada de 2007/2008, pelas razões sobejamente conhecidas.

Apesar de bastante afectada financeiramente e por arrasto na qualidade do seu plantel, a equipa do Boavista não deixará de reacender a rivalidade sempre existente e certamente, à falta de qualidade vai recorrer aos argumentos que possui (bloco baixo, vulgo autocarro e agressividade, quanta o árbitro da partida permitir) procurando assim colher os dividendos que ambiciona.

Espera-se portanto um jogo de sentido único, para homens de barba rija, com as habituais dificuldades para encontrar espaços, fundamentais para os atletas portistas aparecerem em zonas de finalização.

Na lista dos convocados há apenas a troca de Alex Sandro por José Angel, mas o onze titular deverá registar outras alterações, tendo em conta o provável desgaste do jogo de Quarta-feira passada.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Na zona defensiva a única mexida prevista será então na lateral esquerda, onde reaparecerá o espanhol José Angel. Daí para a frente Lopetegui deverá muito provavelmente mexer em duas ou três unidades. Adivinhar o que vai na cabeça do técnico será sempre um exercício quase impossível, no entanto vou arriscar no onze que se segue:

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: PRIMEIRA LIGA - 5ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: DOMINGO 21 DE SETEMBRO DE 2014, ÀS 20:15 H
ÁRBITRO NOMEADO: ANTÓNIO FERREIRA - A.F. BRAGA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA. SPORTTV1

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

MAGIA DE BRAHIMI DESFEZ ESTRATÉGIA ADVERSÁRIA















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR























Como era previsto, Julen Lopetegui fez alinhar um onze titular, um pouco diferente da do jogo anterior, mantendo a sua política de rotação dos atletas disponíveis do seu plantel. Desta vez, Quaresma e Adrián López foram os eleitos, mais Alex Sandro, único lateral esquerdo convocado, logo obviamente o titular.

Frente a uma equipa que se revelou mais fraca do que o esperado, o resultado começou a funcionar cedo, mais pelos rasgos individuais do «mágico» Brahimi, do que pela acção colectiva, que mais uma vez evidenciou, em largos períodos da primeira parte, uma clara dificuldade em ligar jogadas no último terço do campo e assim aparecer em boas condições nas zonas de finalização.

A fragilidade do adversário somada à codícia  do argelino, alimentada por imensa qualidade técnica, visão de jogo, rapidez de raciocínio e de execução e faro de golo apurado, foram os condimentos que ajudaram a desmontar a estratégia montada pelos bielorrussos. E assim, ao fim dos primeiros 37 minutos o FC Porto vencia já por 3-0.

O primeiro golo nasceu de uma falha do guarda-redes Chernik, que na tentativa de repor a bola em jogo não fez mais que a entregar de bandeja a Brahimi. O argelino não se fez rogado, entrou na área desguarnecida, evitou facilmente um adversário e, descaído sob o lado esquerdo arrancou um soberbo remate que não deu hipóteses para o guardião se redimir.























O Bate Borisov reagiu e chegou com muito perigo à baliza portista, por volta dos 12 minutos, com Fabiano em grande a opor-se com muita segurança a um adversário que lhe surgiu isolado. Na resposta, Jackson Martinez atirou ao ferro, na sequência de um bom cruzamento da direita de Danilo. Também Maicon teve a sua oportunidade para marcar mas viu Chernik negar-lhe o golo numa defesa instintiva do remate de cabeça do central portista, depois de novo cruzamento, agora do lado esquerdo, por Alex Sandro.

O segundo golo viria logo a seguir numa jogada magistral da estrela da noite. Brahimi pegou na bola correu até à área adversária ultrapassando todos os que lhe apareceram pela frente e no momento certo atirou com êxito para a baliza. Um golo à Maradona!
























O jogo foi-se tornando mais fácil e o terceiro não demorou muito. Danilo correu pela direita,  foi à linha cruzar com qualidade e Jackson Martinez, bem colocado, só teve que encostar de cabeça.

Até ao final do primeiro tempo os Dragões dominaram sempre e nunca mais deixaram que o adversário se acercasse com perigo da sua área, com Maicon a impor-se implacavelmente, saindo para o descanso com margem confortável, numa exibição que nem necessitou de ser brilhante colectivamente.

No segundo tempo os azuis e brancos continuaram a dominar e com alguma facilidade avolumaram o resultado. Aos 51 minutos Jackson deixou o aviso com mais uma bola no ferro, a cruzamento de Quaresma e seis minutos depois as redes voltaram a abanar. Brahimi, na execução de um livre directo aumentou para 4-0, fazendo o hat-trick.

As facilidades eram tantas que até Adrián Lopez, o jogador mais apagado da formação portista, também molhou a sopa. Cruzamento para a área, confusão, a bola sobrou para o espanhol, que com frieza e classe apontou o 5-0.
























Com a goleada garantida Lopetegui lançou Tello e Aboubakar, dupla que fabricou o último golo.  Tello entrou na área e entre um cacho de jogadores contrários teve engenho e arte para assistir o camaronense que não enjeitou a oportunidade.

























O resultado podia ter-se avolumado não fora a precipitação de alguns atletas portistas contribuir para o falhanço de boas oportunidades.


Resultado amplo numa exibição agradável mas mesmo assim com muitas situações para corrigir. Destaques para o homem do jogo, Brahimi, um craque que não vai ficar muito tempo no Dragão, para Maicon, hoje o pilar da defesa, para Danilo e Jackson Martinez.

terça-feira, 16 de Setembro de 2014









O FC Porto vai iniciar amanhã, no Dragão, a sua campanha na Liga dos Campeões, recebendo os bielorrussos do Bate Borisov.

Escusado será dizer que a este nível todos os jogos encerram dificuldades especiais e este não fugirá à regra. Compete aos Dragões encontrar as soluções para as ultrapassar e construir o resultado que melhor servirá as suas pretensões, obviamente a vitória.

Para tal terá de apresentar um futebol mais intenso, mais objectivo e mais contundente, no que diz respeito às acções ofensivas e manter a capacidade defensiva que vem patenteando, mas desta vez sem as também já habituais «abébias».

Jogar em casa, aumenta a responsabilidade e será necessário um grande controlo emocional, que a juventude da equipa pode trair. Se é muito importante começar a vencer, não perder pontos em casa é fundamental.

Alex Sandro, já recuperado da lesão que o apoquentava e Adrián López estão de regresso à lista dos convocados, determinando as saídas de José Angel e Ricardo.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















A constituição do onze titular vai sofrer alteração, em relação ao último encontro em Guimarães. Desde logo a entrada de Alex Sandro está garantida. No meio campo estarão as maiores dúvidas. Rúben Neves poderá continuar a ser a aposta de Lopetegui e a ser assim deverá ter a companhia de Casemiro e Herrera. Mas, tendo em conta o jogo recente, o técnico portista poderá optar por dar descanso a alguns dos elementos e contrariar esta lógica. Também na frente poderá haver alterações, mantendo-se Jackson Martinez com lugar cativo.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE - GRUPO H - 1ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO - PORTUGAL
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2014, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: BAS NIJHUIS - HOLANDA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORTTV1

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 72












ANTÓNIO ANDRÉ - Goleador Nº 72

Apontou 31 golos em 382 jogos com a camisola do FC Porto, durante as 11 épocas em que esteve ao seu serviço (1984/85 a 1994/95).

António dos Santos Ferreira André, nasceu em 24 de Dezembro de 1957, em Vila do Conde. Nascido e criado para o futebol nas escolas do Rio Ave, clube da sua terra natal, tornou-se num médio defensivo de grande qualidade já ao serviço do vizinho Varzim SC para onde transitou ainda com idade de júnior, na temporada de 1975/76 e onde se fez profissional. Serviu a equipa poveira durante 9 épocas, com duas passagens episódicas pelo Ribeirão.

Chegou ao FC Porto na época de 1984/85, juntamente com o seu colega Quim, também médio, para colmatarem as «fugas» de Jaime Pacheco e Sousa, que se deixaram seduzir pelos cantos de sereia com origens em Alvalade.

Artur Jorge, treinador de então dos Dragões, viu nele grandes potencialidades e conseguiu explorar todas as suas capacidades de grande recuperador da bola, solidez defensiva, capacidade física inesgotável, espírito de sacrifício inexcedível e ainda faro pelo golo. Um trinco muito completo sem se dar muito por ele.

A sua estreia em provas oficiais aconteceu no dia 21 de Outubro de 1984, no Estádio das Antas, frente ao Farense, em jogo a contar para a 7ª jornada do campeonato nacional. A vitória por 5-0, teve a marca de André, autor precisamente do último golo da partida, ele que tinha entrado no início da segunda parte a render Frasco.






















A sua regularidade exibicional fez dele um dos pilares do meio-campo portista, durante largas temporadas, contribuindo decisivamente para a conquista de uma colecção invejável de títulos. Nesse particular, André faz ainda hoje, parte do top-ten portista com 19 conquistas, só superado por Jorge Costa (20), Jaime Magalhães (21), João Pinto (24) e Vítor Baía (25).

Também não escapou ao olhar dos diversos seleccionadores nacionais, fazendo com que o categorizado atleta vestisse por 20 vezes a camisola da principal selecção nacional portuguesa, percurso que poderá recordar aqui.

Terminou a sua carreira no final da temporada de 1994/95, época em que apenas foi utilizado em 9 jogos, com a consciência do dever cumprido com muita classe e dedicação, razão pela qual foi convidado a integrar a equipa técnica da temporada seguinte.















Palmarés ao serviço do FC Porto (19 títulos):
7 Campeonatos nacionais (1984/85, 1985/86, 1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93 e          1994/95);
3 Taças de Portugal (1987/88, 1990/91 e 1993/94);
6 Supertaças C. Oliveira (1985/86, 1989/90, 1990/91, 1992/93 e 1993/94);
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus (1986/87);
1 Supertaça Europeia (1986/87) e
1 Taça Intercontinental (1988)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Arquivo do Blogue

domingo, 14 de Setembro de 2014

INOPERÂNCIA OFENSIVA DITOU IGUALDADE
















FICHA DO JOGO



























O FC Porto cedeu os primeiros pontos na sua deslocação a Guimarães, numa partida que se antevia exigente e muito complicada.

Lopetegui surpreendeu na formação do onze titular ao fazer alinhar Quintero, em vez de Quaresma.























A equipa portista denotou sempre grandes dificuldades na organização do seu jogo ofensivo, privilegiando a posse e circulação da bola nas zonas mais recuadas do relvado. Raras vezes os vimaranenses permitiram que a bola fosse jogada para além da sua zona intermediária, onde os jogadores portistas iam perdendo todos os lances, exceptuando uma jogada, logo aos 2 minutos, em que Brahimi apareceu sobre a direita a rematar de primeira e quase sem ângulo, à figura de Douglas.

Foram mesmo os vitorianos os primeiros a criarem uma verdadeira oportunidade de golo, aos 18 minutos com João Afonso, isolado a falhar o remate, permitindo a defesa a Fabiano.

A maior pressão da equipa da casa permitiu-lhes ganhar muitas bolas e jogar no meio campo portista, ao abrigo de qualquer perigo no seu reduto. Ainda assim, Brahimi, o mais esclarecido e virtuoso jogador portista, aproveitando um passe de cabeça de Jackson, ganhou a bola, correu rápido em direcção à baliza contrária, aparecendo sozinho frente a Douglas, mas atirou-lhe a bola para os braços, com o defesa Defendi a puxar-lhe o braço, numa intenção clara de o desequilibrar, porém o argelino não se fez ao penalti.






















Pouco depois o árbitro da partida viu-se obrigado a interromper o jogo por desacatos na bancada com alguns adeptos a entrarem para o terreno do jogo.

Cerca de sete minutos depois o jogo foi reactivado e a partir de então o FC Porto apareceu mais objectivo e mais perigoso. A bola passou a andar mais perto da área do Guimarães, mas sempre sem pouca convicção. a excepção foi um lance protagonizado por Quintero que obrigou Douglas a defesa apertada na sequência de um livre directo.

























No segundo tempo voltaram a ser os vitorianos a entrar melhor e Lopetegui não demorou a mexer na equipa. Tirou Rúben Neves, nitidamente a perder fulgor e fez entrar Evandro, muito mais rápido e ofensivo, obrigando os seus companheiros a correr para a frente, na direcção da baliza e numa fuga de Brahimi, pela esquerda, levou atrás de si o defesa Bruno Gaspar, que só o travou provocando a sua queda, bem dentro da área de rigor. Penalti prontamente assinalado pelo juiz da partida e superiormente concretizado por Jackson Martinez.









































Poucos minutos depois Quintero, também dentro da área, foi ostensivamente derrubado, mas Paulo Baptista, bem colocado, fez vista grossa.

Um pouco mais tarde acedeu à matreirice de André André, que ligeiramente tocado, numa disputa de bola na área portista, se deixou cair, num penalti em que Bernard se encarregou de fazer a igualdade.




















O FC Porto criou mais alguns lances de perigo, chegou a marcar por Brahimi, num lance anulado por eventual fora de jogo, muito, muito duvidoso. O argelino parece estar em linha com o defesa do Guimarães. Jackson também esteve muito perto do golo, mas falhou permitindo que o jogo chegasse ao fim com a igualdade que castiga a inoperância atacante.

Lopetegui vai ter muito trabalho pela frente para conseguir fazer com que a sua equipa produza um futebol mais ofensivo e contundente. Não chega ter muita posse e fazer muita circulação, especialmente se as mesmas acontecem em zonas demasiado longes do golo. A equipa abusa do jogo para trás e para os lados, não encontra soluções e geralmente, quando tenta colocar a bola na frente, não o faz com segurança, nem escolhe as melhores opções, resultando num futebol inconsequente e fácil de anular.

O meu destaque vai para Brahimi, decididamente o jogador mais virtuoso, rápido e perigoso. Cá atrás destaque para a segurança de Maicon, em grande forma e para a sua boa coordenação com Martins Indi.