domingo, 26 de abril de 2015

EMPATE FOI PASSO ATRÁS NA LUTA PELO TÍTULO
















FICHA DO JOGO


























O empate desta tarde na Luz, deixou o FC Porto muito mais longe do objectivo de resgatar o título nacional. Deixou de depender de si próprio, ficou ainda mais fragilizado na luta directa com o seu adversário de hoje e só um milagre poderá alterar a tendência normal, nas próximas 4 jornadas finais.

Resta agora continuar a lutar para assegurar o segundo lugar e retardar até ao limite a festa quase inevitável do seu rival.

Peço desculpa aos meus habituais leitores por não poder fazer a minha análise deste jogo, que não vi por não ter acesso à antena desse clube e me recusar terminantemente a seguir as suas transmissões, pela forma acéfala com que têm tratado o nosso Clube.

Segui a cobertura radiofónica da rádio 5 com os comentários do conhecido portista Bernardino Barros e a ideia com que fiquei foi que o FC Porto não conseguiu ser contundente em termos ofensivos, apesar de lhe ter pertencido a iniciativa do jogo, na maior parte do desafio. E por aqui me fico.

sábado, 25 de abril de 2015

O TUDO OU NADA









Após a goleada em Munique, que ditou o afastamento do FC Porto da prova rainha do futebol europeu, os Dragões sem tempo para respirar, deslocam-se a casa do principal rival e líder do campeonato, com o espírito de conseguir o melhor resultado, capaz de catapultar a equipa para um final de época glorioso, num jogo de grande responsabilidade.

Dizem os «experts» que se trata do jogo do título. Pode ser ou não. Só a derrota portista  lhes dará razão porque só esse resultado decidiria o campeão nacional, tendo em conta o fosso pontual que se cavaria. Seis pontos que na realidade seriam sete, irrecuperáveis à luz das probabilidades lógicas que não das matemáticas. 

Com um empate, os Dragões ainda que não afastados completamente do título, deixariam de depender de si próprios e ficariam na expectativa de pouco prováveis escorregadelas do líder.

Mesmo a vitória não garante de imediato o objectivo. A diferença de golos pode vir a ser de primordial importância e o adversário tem no momento melhor goal-avarage, quer no confronto directo como no geral. Depois ficariam as equipas em igualdade pontual e por isso sem qualquer margem de segurança para as 4 jornadas restantes.

Ao FC Porto só a vitória interessa e se possível por mais de 2 golos.

Julen Lopetegui só não pode contar com Cristian Tello, ainda a recuperar de lesão. Em relação aos convocados para Munique, regista-se os regressos dos laterais Danilo e Alex Sandro, que tanta falta fizeram nesse malfadado jogo. Ricardo Nunes, Diego Reyes e Gonçalo Paciência, foram os preteridos.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 30ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DA LUZ - LISBOA
DATA E HORA DO JOGO: DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2015, ÀS 17:00 H
ÁRBITRO NOMEADO: JORGE SOUSA - A.F. PORTO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: BENFICA TV

quinta-feira, 23 de abril de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 100












Apontou 18 golos em 202 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as 9 temporadas ao seu serviço (1945/46 a 1952/53 e 1954/55).

Joaquim Machado nasceu no dia 22 de Fevereiro de 1922, em Leça da Palmeira, tendo começado por jogar no clube da sua terra natal, o Leça F.C, ingressando no FC Porto na temporada de 1945/46.





















Começou por jogar na linha  avançada, mais concretamente a extremo-esquerdo, mas mais tarde fixou-se na linha média, patenteando em quaisquer das posições, entusiasmo e competência, qualidades que o levariam a fazer parte da selecção nacional, cuja prestação pode ser recordada aqui.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 23 de Setembro de 1945, no Campo da Constituição, frente ao Boavista, em jogo a contar para a 1ª Jornada do Campeonato Regional do Porto, com derrota por 0-4, sob a orientação do técnico húngaro Joseph Szabo.

Nas competições nacionais fez o primeiro jogo de Dragão ao peito, no dia 9 de Dezembro de 1945, no Estádio do Lima, frente ao Vitória de Guimarães, jogo da 1ª Jornada do Campeonato Nacional, com vitória portista por 3-2.

Jogador correcto, de fino trato e exemplo de desportista completo, granjeou enorme admiração e simpatia entre a massa associativa portista e não só.

Fez parte da equipa que derrotou o famoso Arsenal de Londres, em Maio de 1948, mas não conseguiu amealhar títulos nacionais. 

Em termos de palmarés, apenas registou 2 títulos regionais, somando 16 presenças e 5 golos.

















Fonte: Almanaque do Fc Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 21 de abril de 2015

SONHO VIROU PESADELO















FICHA DO JOGO


























Esta noite em Munique imperou a lei do mais forte e o FC Porto acabou trucidado durante uma primeira parte de pesadelo em que a equipa portista não foi capaz de disfarçar a ansiedade, a juventude, a inexperiência e a falta dos seus dois defesas laterais.

Durou apenas 14 minutos a resistência portista que após o primeiro golo se desnorteou e nunca foi capaz de se organizar minimamente tornando a tarefa do adversário num autêntico passeio. Um banho de futebol só corrigido na segunda parte.

Sem os habituais defesas laterais, Lopetegui surpreendeu ao colocar Diego Reyes a defesa direito, já que Martins Indi na esquerda foi a presença lógica, num plantel que neste aspecto manifesta desequilíbrio. José Angel, o segundo lateral esquerdo não foi inscrito, por opção técnica, e na direita, Opare foi estranhamente emprestado.























Depois de uma primeira parte horrível e com o resultado em 5-0, sem um único remate à baliza, situação imprevista mesmo pelos mais pessimistas dos analistas, restava ao FC Porto tentar rectificar a sua imagem e encarar o tempo complementar com uma atitude mais positiva e condizente com o prestígio que o clube merecidamente ostenta.

O técnico portista deixou Quaresma no balneário e introduziu Rúben Neves para reforçar o meio-campo. Casemiro recuou para central e Martins Indi passou a jogar mais adiantado pelo seu flanco. 

A estratégia resultou até porque a equipa alemã teve de abrandar o ritmo, pois não era possível manter a «cavalgada» do primeiro tempo.

Viu-se então o FC Porto mais perto da sua realidade, a ganhar espaço e posse de bola e a aparecer mais perto da área do Bayern. Jackson Martinez fez o golo de honra, após cruzamento da direita de Herrera com o colombiano a corresponder de cabeça.

Minutos mais tarde o mesmo Jackson poderia ter bisado, num remate rasteio que passou a milímetros do poste, com Neuer já batido.

Para piorar a situação Marcano foi expulso e o Bayern marcou mais um golo.

Derrota expressiva, mas justa, face ao descalabro da equipa portista durante os primeiros 25 minutos de jogo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

SUAR A CAMISOLA ATÉ À EXAUSTÃO









É com a almofada real de apenas 1 golo que o FC Porto se desloca à Alemanha para tentar resistir à forte formação do Bayern de Munique, hoje considerada uma das melhores do Mundo. Um segundo golo sofrido sem obtenção de golos favoráveis, colocaria os Dragões fora da prova, face ao golo sofrido na 1ª mão.

Ninguém duvida das grandes dificuldades por que vai passar a turma portuense, mas apesar dessa consciência queremos continuar a acreditar num final feliz, que é como quem diz, na passagem às meias finais.

Lopetegui não pode contar com dois elementos preponderantes na defensiva, os laterais Danilo e Alex Sandro, que admoestados com o cartão amarelo no jogo do Dragão, ficaram automaticamente excluídos para este jogo da 2ª mão.

O técnico portista vai ter que improvisar para apontar soluções, o que diga-se, não vem nada a calhar. 

São 20 as opções portistas que se deslocaram a Munique, afinal quase todos os disponíveis do plantel principal, onde só o guarda-redes Andrés Fernandez e o avançado Adrián Lopez não foram eleitos por opção técnica. Os defesas laterais encontram-se impedidos por castigo, como acima referido e Cristian Tello, continua em fase de recuperação da sua lesão.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Face aos impedimentos conhecidos, o técnico basco vai ter de mexer no onze principal e tudo leva a crer que Ricardo Pereira, na direita e Martins Indi, na esquerda, com Maicon e Marcano a centrais, será a solução mais lógica para compor o quarteto defensivo, salvo algum contra-tempo de última hora.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2014/15 - QUARTOS DE FINAL - 2ª MÃO
PALCO DO JOGO: ALIANZ ARENA - MUNIQUE - ALEMANHA
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: MARTIN ATKINSON - INGLATERRA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

sábado, 18 de abril de 2015

CONJUNTURA DETERMINOU GESTÃO E ESTA OS SERVIÇOS MÍNIMOS
















FICHA DO JOGO


























Depois de uma jornada europeia exigente e desgastante aliada ao facto de as entidades responsáveis pelo futebol profissional português não terem tido a flexibilidade indispensável, ao ponto de não ser respeitado o intervalo de 72 horas entre dois jogos, Julen Lopetegui viu-se obrigado a recorrer a uma gestão muito mais profunda do que seria imaginável.

Submeteu-se a um enorme risco ao organizar um onze inicial onde faltaram nada mais, nada menos que nove dos habituais titulares (Danilo, Maicon, Marcano ou Indi, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Quaresma, Jackson Martinez e Brahimi), com a novidade da utilização de Alex Sandro como defesa-central.






















O resultado desta revolução na equipa, foi naturalmente negativo para a coesão, dinâmica e intensidade de jogo, com alguns elementos, de quem se esperava mais, a desperdiçar mais uma oportunidade de se afirmarem. Eu meu entender destacaram-se pela positiva, Hernâni, o melhor em campo, Rúben Neves, Evandro e José Angel.

O jogo começou com o FC Porto a trocar a bola mas sem grande progressão, perante uma Académica na expectativa e muito recuada.

Apesar da visível falta de rotinas entre os jogadores azuis e brancos, aos 12 minutos Hernâni aproveitou bem a primeira oportunidade para colocar a sua equipa na frente do resultado. Numa jogada corrida, Aboubakar recebeu a bola de costas para a baliza, na linha de meio campo, lançou para a esquerda, Esgaio falhou o corte e Hernâni aproveitou para invadir a área e rematar forte. Cristiano defendeu para a frente e na passada o mesmo Hernâni fez a recarga vitoriosa.





















Os Dragões, mesmo sem jogar bem, dominavam e encostavam os estudantes lá atrás e aos 36 minutos Evandro fez a bola esbarrar com estrondo no poste, perdendo-se nova ocasião para marcar. Logo a seguir, foi a Académica a desperdiçar incrivelmente uma oferta inqualificável de Alex Sandro que permitiu a Rafael Lopes caminhar quase sem oposição para a baliza, mas perante a aproximação de Diego Reyes, o avançado precipitou-se e não acertou com a baliza.

Até ao intervalo o FC Porto podia ter ampliado a vantagem, quase sempre pela boa prestação de Hernâni, mas nenhum dos seus colegas foi suficientemente eficaz e por isso as equipas recolheram ao balneário com o  magro resultado de 1-0.

No segundo tempo o cariz do jogo não se modificou. As dificuldades portistas continuaram, a ineficácia também, começou a surgir alguma intranquilidade que a Académica procurou explorar. 

O resultado tangencial era perigoso e Julen Lopetegui decidiu tirar Quintero, pouco em jogo, metendo Marcano para dar mais estabilidade defensiva. Alex Sandro foi para a sua posição e Angel avançou para extremo.

Os azuis e brancos continuaram a ser mais perigosos com Campaña de livre directo a obrigar Cristiano a aplicar-se e logo a seguir o endiabrado Hernâni colocou a bola redondinha na cabeça de Aboubakar, que falhou escandalosamente.

Quem não marca arrisca-se a sofrer. Não é que a Académica demonstrasse grande apetência para conseguir o golo, mas a verdade é que num lance fortuito tal podia acontecer. Ora à passagem do minuto 64, Fabiano passou por um calafrio ao defender à segunda um remate seguido de ressalto que poderia dar ao resultado uma expressão injusta.

À falta de esclarecimento a meio-campo, Lopetegui trocou Campaña por Óliver Torres e o futebol portista melhorou um pouco. Já com Jackson no lugar de Aboubakar, o FC Porto perdeu a melhor oportunidade de chegar ao segundo golo. Alex Sandro, num trabalho espectacular, ganhou a linha de fundo, cruzou com peso, conta e medida para Jackson, que liberto de adversários, a menos de 1 metro da baliza escancarada, atirou... sobre a barra! Pode?

O apito final do homem vestido de vermelho (a cor do clube do seu coração) soou logo a seguir.

Para a história ficam os três pontos da ordem, numa exibição muito frouxa, face à ousadia de Lopetegui ao alterar de forma quase radical a estrutura da equipa.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O ORGULHO DE UMA NAÇÃO QUE NÃO MERECE CLUBE TÃO COMPETENTE!















FICHA DO JOGO




























O FC Porto mostrou hoje ao país medíocre em que está inserido, que continua a ser a excepção que confirma a regra, confirmando-se como o baluarte do desporto nacional, bastião desdenhado e espezinhado pelos alienados e frustrados que pululam pela miserável comunicação social, espelho, esses sim, duma mentalidade tacanha e retrógrada.

Perante uma plateia de 50.092 espectadores vibrantes, apaixonados e ambiciosos, os Dragões souberam portar-se à altura da responsabilidade deste jogo, proporcionando um espectáculo competente, dinâmico e mesmo atractivo, em algumas fases.



















Julen Lopetegui fez alinhar o onze mais consensual de entre os atletas disponíveis, com a inclusão do recuperado Jackson Martinez, que apesar dos problemas físicos por que passou, se apresentou em boas condições.






















Os azuis e brancos, puxados pelos incitamentos das bancadas, chegaram cedo ao golo. Fruto da pressão alta com que iniciou a partida, para travar o bom funcionamento da máquina alemã, Jackson Martinez roubou a bola a Xabi Alonso, obrigando Neuer a cometer grande penalidade, merecedora do cartão vermelho, mas o árbitro da partida, condescendentemente, mostrou-lhe apenas o amarelo. Quaresma, com toda a classe fez o primeiro da noite, enganando o guarda-redes alemão que se lançou para o lado contrário.




















O Bayern de Munique continuou a sentir-se desconfortável com a pressão portista e sete minutos depois foi Quaresma que «apertou» Dante, roubou-lhe a bola, isolou-se e à saída do guardião, aplicou a sua trivela, levando a multidão ao rubro.




















O jogo previsivelmente complicado começava a tornar-se fácil, face à eficácia dos Dragões, que em duas oportunidades não falhou.

Os bávaros começaram aturdidos, mas aos poucos foram-se recompondo, assumindo a posse de bola e empurrando o FC Porto para o seu meio-campo, raras vezes criando perigo. 

Aos 28 minutos, na sequência de uma série de cantos, Boateng cruzou do lado direito, a bola passou pelos dois centrais portistas e Thiago Alcântara livre de marcação, reduziu o marcador.

Os Dragões não se pertubaram e antes do intervalo criaram mais duas boas situações. A primeira por Alex Sandro, aos 34 minutos, num cruzamento remate que Neuer desviou para a barra e aos 44 minutos; Casemiro saltou mais alto que os defesas contrários, após livre marcado por Quaresma, mas a bola saiu a rasar o poste.

No segundo tempo, pedia-se um FC Porto a voltar a jogar no campo todo, reorganizando-se e não permitindo aos alemães o comando do jogo. Foi isso que aconteceu na maior parte do tempo. 

Aos 57 minutos Herrera teve tudo para fazer o terceiro mas Neuer não permitiu, com uma bela defesa, mas oito minutos depois o estádio do Dragão vibrou de alegria. Alex Sandro lançou longo para Jackson Martinez, o colombiano, recolheu fugiu para a baliza, contornou o guarda-redes alemão e atirou para delírio da plateia, conseguindo um resultado histórico. Pela primeira vez o Bayern de Munique averbou uma derrota em terras lusas.





















Até final os visitantes tentaram minimizar os estragos, mas o FC Porto, muito seguro, não deu quaisquer hipóteses.

Quaresma voltou a fazer uma excelente exibição, cotando-se como o melhor homem em campo, num conjunto de boas performances.

A nota negativa do encontro vai para a dualidade do critério disciplinar do árbitro espanhol Velasco Carballo, muito tolerante para os alemães e rigoroso para os portistas. A  Neuer foi-lhe poupada a expulsão no lance do penalty e a Lahm e Bernat o segundo amarelo. Já Danilo e Alex Sandro ao verem a cartolina amarela vão ficar de fora do jogo da 2ª mão.