terça-feira, 19 de Agosto de 2014

POR UM LUGAR NA EUROPA DOS GRANDES









Encontra-se já em França a comitiva portista que se prepara para enfrentar o Lille, na 1ª mão do play-off de acesso à fase de grupos da Champions League.

Um jogo de muita responsabilidade, mais complicado que o nome do adversário pode sugerir, tendo em conta que se trata do 3º classificado do último campeonato gaulês, logo atrás de Mónaco e Paris Ste. Germain.

Vai ser pois necessário um Porto unido, solidário e competente para trazer para o Dragão um resultado que permita encarar com confiança a qualificação que todos os apaniguados azuis e brancos ambicionam.

Julen Lopetegui convocou um lote de 20 jogadores, tendo como novidade as inclusões de José Angel e Quintero.


QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS





















A formação titular não deverá ser muito diferente da que actuou na Sexta-feira passada, contra o Marítimo. A maior dúvida será se o treinador vai continuar a entregar o lugar de trinco ao jovem Rúben Neves e se Tello  desta vez começará a titular, tendo em conta as suas características.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE - PLAY-OFF - 1ª MÃO
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO PIERRE-MAUROY - LILLE - FRANÇA
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2014, ÁS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: BJORN KUIPERS - HOLANDA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nª 69












JOSÉ PEDROTO - Goleador Nº 69

Apontou 32 golos em 176 jogos em que participou com a camisola do FC Porto, durante as oito temporadas em que esteve ao seu serviço (1952/53 a 1959/60).

José Maria de Carvalho Pedroto, nasceu no dia 21 de Outubro de 1928, em Almacave, concelho de Lamego, local onde, segundo reza a História de Portugal, o Rei D. Afonso Henriques realizou as suas primeiras Cortes com vista à fundação do nosso país.

Filho de um capitão do exército, Pedroto rumou à cidade do Porto, com sete anos de idade, acompanhando o seu progenitor que tinha sido colocado num quartel desta cidade. Frequentou um colégio bem próximo do Campo da Constituição, onde terá  alimentado o sonho de se tornar jogador de futebol. Foi mesmo nos infantis portistas que começou a desenvolver as suas capacidades técnicas.

Com 10 anos foi viver para Pedras Rubras e as dificuldades de deslocação motivaram a sua saída das escolas portistas. Mas o seu amor pelo futebol não esmoreceu. Passados alguns anos, conjuntamente com alguns amigos fundou o Pedras Rubras, clube do qual se tornaria Presidente e capitão da equipa.

Pedroto tinha no entanto outras ambições e em 1946 ingressou nos júniores do Leixões onde pôde patentear todo o seu potencial futebolístico, actuando na linha média, como interior. Jogou na equipa sénior, na categoria de reservas até ao final da temporada de 1948/49.

A tropa obrigou-o a rumar ao Sul do país, motivo pelo qual ingressou no Lusitano FC, de Vila Real de Santo António, na temporada de 1949/50. As suas excelentes exibições despertaram o interesse de Belenenses, FC Porto, Benfica, Académica de Coimbra e dos dois Vitórias, o de Setúbal e o de Guimarães. Pedroto optou pelo clube azul de Lisboa por ter sido o primeiro com quem se tinha comprometido, apesar do FC Porto lhe oferecer melhor contrato.

Na equipa da Cruz de Cristo, Pedroto voltou a deslumbrar. Compensava a sua franzina compleição física, com um enorme talento, técnica apurada, rapidez e simplicidade de execução. Inteligência, magnifica leitura de jogo, grande qualidade de passe e hábil nas desmarcações, faziam dele um jogador de eleição. Estreou-se na Selecção Nacional em Abril de 1952, pela mão do seleccionador nacional Cândido de Oliveira.

Por isso, o FC Porto não desistiu de o contratar e antes do início da época de 1952/53 Pedroto assinou finalmente pelos Dragões, protagonizando a transferência mais cara do futebol português, até então (150.000 escudos).























A sua estreia oficial com a camisola portista aconteceu no dia 28 de Setembro de 1952, em Guimarães, contra o Vitória local, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca, por 1-0.

Ao serviço dos Dragões viria a conquistar dois campeonatos nacionais e duas taças de Portugal, tornando-se num dos principais pilares da equipa. Voltaria à selecção nacional por mais 16 ocasiões (ver aqui).
















No final da temporada de 1959/60, Pedroto pôs o ponto final na carreira de jogador de futebol para se dedicar à de treinador, com enorme sucesso,  um bom assunto aliás para um novo post, tanto o que há a dizer sobre essa outra faceta desta figura ímpar do futebol nacional.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1955/56 e 1958/59)
2 Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; História Oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa e Figuras e Factos, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias. 

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

RÚBEN, O MENINO DE OURO - BRAHIMI, A ESTRELA
















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR
























O FC Porto entrou a vencer nesta Primeira Liga, ao derrotar hoje no Dragão o Marítimo por duas bolas sem resposta.

Julen Lopetegui fez alinhar na equipa titular três novos reforços (Martins Indi, Óliver Torres e Brahimi) e mais o jovem de 17 anos (Rúben Neves), oriundo das escolas de formação do Clube, que tem treinado com o plantel principal, que assim fez história, passando a ser o atleta mais jovem a estrear-se como titular da equipa do FC Porto.

Rúben Neves, intitulado pelo João Ricardo Pateiro, da TSF, como o admirável Rúben das Neves foi mesmo o «menino de ouro», pois foi dele o primeiro golo portista, aos 11 minutos, na sequência de um canto, marcado do lado esquerdo por Quaresma,  para a esquina mais próxima da área adversária, onde surgiu Alex Sandro a meter cruzado no interior. Jackson cabeceou contra um defesa do Marítimo, tabelou para a direita onde surgiu Rúben Neves, livre de marcação a desferir o remate certeiro, inaugurando o marcador.























Trava-se a final de consolidar uma entrada autoritária no jogo, que tinha tido o seu ponto mais alto num remate de primeira de Quaresma para as nuvens, num falhanço pouco habitual, depois de um magnífico trabalho de Brahimi. Foram cerca de 15 minutos de futebol bem jogado, com boa ligação entre os sectores e boa qualidade de passe.

Depois do golo, a equipa perdeu alguma intensidade, a bola circulou muito, cometeram-se alguns erros primários, felizmente sem consequências, e perdeu-se alguma profundidade atacante que só o irrequieto e inconformado Ibrahim tratou de contrariar. Por isso, o resultado tangencial foi o que se registou ao intervalo.

No segundo tempo os Dragões viveram alguns momentos de instabilidade defensiva, provocada pela pressão alta que a equipa insular passou a fazer, resultando alguma atrapalhação, desconforto e mesmo desconcentração, completamente evitáveis.

Notou-se então maior dificuldade na organização ofensiva, o jogo saiu menos fluído e a qualidade do futebol portista baixou bastante. Julen Lopetegui procedeu então à primeira substituição. Tirou Herrera e colocou Casemiro e mais tarde saiu Rúben Neves para entrar Evandro. A equipa mostrou-se mais consistente, mais capaz no ataque mas com dificuldades no momento da definição do remate, que fizeram perder algumas boas jogadas.

O segundo golo surgiu já no final do tempo doe descontos. Jogada individual de Tello, que tinha rendido Brahimi, pela direita, flectindo para o centro para desmarcação soberba de Jackson, que em posição frontal atirou primeiro contra o guarda-redes e depois na recarga não perdoou. 
























Vitória justa e correcta, num jogo em que houve um menino de ouro (Rúben Neves) e uma estrela muito cintilante (Brahim).










quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

TUDO APOSTOS PARA O ARRANQUE DA ÉPOCA









Arranca amanhã a época oficial para o FC Porto, com o jogo inaugural da 1ª Jornada da Primeira Liga, entre os Dragões e o Marítimo.

O treinador Julen Lopetegui deixou claro, na conferência de Imprensa de hoje, que o foco está centrado neste primeiro jogo e a equipa não pensa em mais nada nem ninguém. Começar a ganhar é a preocupação principal, tendo em conta que um campeão se faz à custa do máximo de pontos conquistados.

Todos estão conscientes das dificuldades por que vão passar, mas confiantes nas suas capacidades, individuais e colectivas.

O treinador espanhol escolheu 18 atletas para este primeiro confronto, para o qual não pôde contar com Helton e Opare, lesionados e Quintero, por razões pessoais.

Eis pois a sua primeira convocatória:





















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Primeira Liga - 1ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014, às 20:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Carlos Xistra - A.F. Castelo Branco
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1



quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

INTERNACIONAIS PORTISTAS (NACIONAIS E ESTRANGEIROS)

Depois de passados em revista todos os internacionais portistas (nacionais e estrangeiros), que enquanto atletas do FC Porto, serviram as suas selecções, trabalho começado neste blogue em 14 de Fevereiro de 2011, é agora tempo de recordarmos, as caras de todos os 176 atletas (até agora) num original mosaico, que dedico a todos os dragões:


terça-feira, 12 de Agosto de 2014

OS EXCLUÍDOS DO PLAY-OFF DA CL

O FC Porto enviou ontem para a UEFA, a lista dos atletas que pretende utilizar no Play-off da Champions League, que vai disputar este mês, tendo como adversário o L.Lillle, de França.

Da lista de 23 nomes do plantel principal, não constam os nomes de Helton e Opare que se encontram a recuperar de lesão, do recém chegado Ivan Marcano e Carlos Eduardo, por opção técnica e finalmente Defour, que deve estar de saída.









Como se sabe, as regras da UEFA contemplam 3 grupos distintos (Lista livre, formados no país e lista B):

Lista livre (17 atletas): Fabiano e Andrés Fernandez (GR); Danilo, Maicon, Diego Reyes, Martins Indi, Alex Sandro e José Angel (Defesas); Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Evandro, Brahimi e Quintero (Médios); Cristian Tello, Jackson Martinez e Ádrian Lopez (Avançados).

Formados no país (4 Atletas): Ricardo Nunes (GR); Ricardo Pereira, Quaresma e Sami (Avançados).

Lista B (2 atletas): Rúben Neves (Médio) e Kelvin (Avançado).

Fonte: Jornal O Jogo.on line  

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 68












PAULO FUTRE - Goleador Nº 68

Apontou 33 golos em 115 jogos efectuados com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas ao seu serviço (1984/85 a 1986/87).

Paulo Jorge dos Santos Futre, nasceu em 20 de Fevereiro de 1966, no Montijo, fazendo a sua formação no Sporting CP, onde as suas qualidades foram sempre reconhecidas, tornando-se internacional em todos os escalões.

Com apenas 17 anos foi integrado na equipa sénior do Sporting, continuando a evidenciar grande velocidade e enorme capacidade de desequilibrar, qualidades que faziam dele um jogador importante e de grande futuro.

Apesar de bastante utilizado na sua primeira temporada, no plantel principal, o Sporting pretendia emprestá-lo à Académica de Coimbra. O atleta não ficou nada satisfeito e ainda por cima viu recusada a sua pretensão de aumento de ordenado, para a renovação do seu contrato.

Aproveitando o mau estar instalado, Pinto da Costa avançou e conseguiu trazê-lo para as Antas.























De Dragão ao peito Futre somou sucessos. Estreou-se oficialmente em 26 de Agosto de 1984, no Estádio das Antas, contra o Rio-Ave, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, que o FC Porto venceu, por 3-0.

Nas três temporadas venceu 2 campeonatos nacionais e 1 taça dos campeões europeus, sendo sempre um jogador bastante decisivo.










As suas boas exibições tornaram-no num jogador apetecível e no Verão de 1987 o Atlético de Madrid acabaria por apresentar uma proposta irrecusável, transformando a sua transferência na mais valiosa, até então, do futebol português.

Paulo Futre ficou 5 épocas e meia nos «colchoneros» tendo vencido apenas 2 copas do Rei mas ganhou em Madrid o estatuto de um dos melhores jogadores de sempre que jogaram com aquela camisola.

Regressaria em 1992/93 a Portugal para defender a camisola do Benfica mas já sem o fulgor de antes. Por isso e até ao fim da carreira fez um périplo por vários emblemas internacionais (Marselha -1993/94; Reggiana - 1993/94 e 1994/95; Milão -1995/96; West Ham - 1996/97; Atlético Madrid - 1998/98 e Yokoama Flugels - 1998, onde terminou a carreira). 

Ao serviço da Selecção nacional fez 41 jogos e marcou 6 golos (ver aqui).

Palmarés ao serviço do FC Porto (5 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1984/85 e 1985/86)
2 Supertaças Cândido Oliveira (1983/84 e 1985/86)
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus (1986/87)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt