Domingo, 19 de Maio de 2013

TRICAMPEÕES NACIONAIS - UM SONHO TORNADO REALIDADE




























































O FC Porto cumpriu mais uma vez a sua obrigação e ao vencer no reduto do Paços de Ferreira garantiu o seu 27º Título de Campeão nacional.

A equipa azul e branca foi escalonada como se esperava, apenas com Defour no lugar de Fernando, por lesão e castigo federativo do médio brasileiro. Os Dragões assumiram desde o início a sua vontade de acabar em beleza, embora tivessem adoptado uma toada cautelosa no sentido de poderem controlar melhor o jogo e a sua habitual circulação de bola. Lucho Gonzalez foi o primeiro a dar ao lamiré com dois remates perigosos, mas sem a direcção correcta.

Aos vinte e dois minutos James Rodriguez interceptou um mau passe de Luiz Carlos e quando seguia isolado para a baliza, Ricardo fez falta e o árbitro Hugo Miguel apontou a marca de grande penalidade, mostrando o respectivo cartão vermelho ao defensor pacense. Lucho Gonzalez não falhou, dando vantagem à sua equipa e abrindo o caminho para o TRI.























Os Dragões prosseguiram com o seu jogo de posse e circulação e agora em vantagem numérica e no marcador, o seu futebol tornou-se ainda mais pousado, pensado, com posse, controlo e domínio das operações, mas sem grande profundidade já que Jackson parecia não estar nos seus dias.

Depois do recomeço Varela, depois de um bom trabalho pela esquerda, cruzou com peso, conta e medida, Jackson cabeceou livre de marcação, mas o guarda-redes Cássio evitou o golo com uma intervenção portentosa. Mas haveria de ser o avançado colombiano a dilatar o marcador e a carimbar o resultado final. Aos 51 minutos, na sequência de uma falta marcada na esquerda por João Moutinho, a bola foi rechaçada para a entrada da área, Lucho de cabeça desmarcou o avançado colombiano que recebeu com o pé direito e fuzilou com o pé esquerdo, não dando quaisquer hipóteses de defesa.

A partir desse momento o FC Porto passou a gerir o resultado, ainda mais quando, aos 57 minutos Danilo viu o segundo amarelo e foi expulso. Os Dragões não sofreram sobressaltos e ainda viram dois remates seus baterem nos ferros. Primeiro Lucho e depois Jackson.

No final, vitória tranquila e justa, ainda que no primeiro golo, a falta cometida por Ricardo tenha parecido cometida ainda fora da área, mas o cartão vermelho teria sempre de ser mostrado.

Os Dragões, com uma ponta final digna de registo, ainda que sem apresentar um futebol espectacular, conseguiram reverter a seu favor um campeonato que a quatro jornadas do fim parecia perdido, após uma quebra abrupta nas suas exibições, que lhe fizeram perder quatro pontos impensáveis, ainda por cima com grandes penalidades falhadas, a par com o colinho dos Capelas e Baptistas, ao clube do regime.












































Jackson Martinez venceu a bola de prata, destinada ao melhor marcador do campeonato, com o registo de 26 golos marcados, tornando-se no 15º atleta portista a conseguir esse desiderato. Já Helton foi o guarda-redes menos batido, com 14 golos sofridos.

O técnico Vítor Pereira, nem sempre compreendido consegue um feito notável, é bicampeão nacional, sem derrotas. E nas duas épocas apenas uma derrota. É obra!


DECISÃO FINAL








Última jornada do Campeonato Nacional e o FC Porto, bicampeão nacional, depois de um «sprint» surpreendente, encontra-se no comando da classificação, com um curto ponto de vantagem sobre a equipa do regime.





















O FC Porto depende agora apenas de si próprio para renovar o título, sem necessitar dos apoios bacocos e alienados da CS, que já ensaiavam «loas» a outro campeão.

Nada está garantido pelo que, nesta difícil deslocação à capital do móvel, só existe um resultado que serve os objectivos dos Dragões: a vitória.

A equipa tem de estar física, técnica e animicamente preparada para a decisão final. Faltam 90 minutos, é o derradeiro esforço.

Queremos ganhar, sem esquemas, sem ajudas, sem casos, sem Capelas, sem Baptistas, sem Brunos... Queremos merecer ganhar, com o adversário a dar luta, a dar réplica, a valorizar a nossa vitória, com discursos de que tudo vão fazer para o impedir, ao contrário de outros que antes do jogo com a equipa do regime disseram que nada fariam para impedir que o adversário fosse campeão. E não fizeram mesmo!

Queremos ser TRICAMPEÕES  na raça, na ambição, na competência, na paixão, no coração,  na legalidade, sem equívocos.

A equipa está preparada. Sabe das dificuldades que tem que superar. Tem noção que nada se consegue de mão beijada. Conhece na perfeição o lema «contra tudo e contra todos». 

Agora é lutar até à exaustão se preciso for, comer a relva, suar a camisola, por em campo o saber, a classe, a criatividade e sair vitoriosa para ser aclamada por quem sabe exaltar os seus campeões como ninguém. E apoio não lhe vai faltar.

Vítor Pereira não pode contar com Fernando, lesionado no jogo com o Benfica e simultaneamente castigado por ter completado mais uma série de amarelos, que o afastariam igualmente deste jogo. 

Na lista de convocados há apenas e em função disso uma única alteração. A entrada de Izmaylov.


LISTA DOS CONVOCADOS





















EQUIPA PROVÁVEL


COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 30ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio capital do móvel - Paços de Ferreira
DATA E HORA DO JOGO: 19 de Maio de 2013, às 18:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Hugo Miguel - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO: SportTv1



Sábado, 18 de Maio de 2013

HÓQUEI EM PATINS - TAMBÉM CAMPEÕES




















O FC Porto é o novo campeão nacional de hóquei em patins, a duas jornadas do fim, após bater esta tarde no Dragão Caixa, o Benfica por claros 7-3. Trata-se do seu 21º título de campeão nacional, o 11º nas últimas doze temporadas.

ANDEBOL: PENTACAMPEÕES



















O FC Porto sagrou-se pentacampeão nacional de andebol, a uma jornada do fim, ao bater o Benfica, no Dragão Caixa, por 26-23, diferença de golos que lhe garantiu de imediato o título.

Trata-se do 18º título nacional que coloca os Dragões como o clube com mais campeonatos ganhos.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... a hibernação do FC do Porto, de 1896 a 1906 aconteceu por causa de uma mulher?


DA FUNDAÇÃO À HIBERNAÇÃO

António Nicolau de Almeida era sócio de uma empresa exportadora de vinho do Porto. Praticante do jogo do pau, do remo e da natação, aos 20 anos de idade ajudou a fundar o Real Velo Clube, ao que parece para se dedicar a outro novo fascínio da alta sociedade da época, o ciclismo.

Mas foi depois de uma viagem de negócios, a Inglaterra, que se encantou pelo futebol. Consigo trouxe algumas bolas e o desejo de o lançar na cidade do Porto. Esfriando o ardor que pusera no Velo Clube, decidiu então fundar um clube de futebol, que designou como Foot Ball Club do Porto. A data escolhida foi o 28 de Setembro de 1893.

A 8 de Outubro de 1893, o Jornal de Notícias anunciou em primeira página a realização do 1º jogo, para o qual foram convocados 22 sócios do clube, que formaram as duas equipas, capitaneadas pelos srs. Nugent e Mackenie.

Outros se seguiram até que, em 1896, Nicolau de Almeida se casou com Hilda Rumsey. Por essa altura o futebol era ainda um desporto considerado violento, capaz de fazer algumas vítimas. Um jornal inglês anunciou que num ano o futebol ocasionara «treze mortes, quinze fracturas de pernas, quatro de braços, onze cabeças partidas, três ferimentos lombares, um nariz esborrachado e um quadril deslocado».

D. Hilda não descansou enquanto não convenceu o seu amado marido a abandonar a modalidade e a encerrar o clube, não fosse Nicolau de Almeida ter uma recaída.

Fontes: Equipamentos com História, do Jornal A Bola e FC Porto - Fotobiografia de Rui Guedes

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 4












ANTÓNIO TEIXEIRA - Goleador Nº 4

Apontou 165 golos em 220 jogos disputados com a camisola do FC Porto.

Apesar de não ser muito dotado tecnicamente, era um avançado com elevada capacidade atlética e de uma vontade inigualável de fazer golos. O seu engodo pela baliza fazia-o aparecer frequentemente em zonas de finalização para aproveitar  a maior parte das oportunidades que lhe eram proporcionadas ou que o próprio criava.

António Dias Teixeira, de seu nome completo, nasceu na cidade de Lisboa no dia 16 de Setembro de 1930. Começou a jogar futebol no Águias do Alto do Pina, tendo passado posteriormente pelo G.D. de Chelas, até chegar ao Benfica, ainda nos escalões de formação,  onde se sagrou campeão nacional de juniores. Foi também neste clube que se estreou como sénior e conquistou o seu primeiro título nacional, vencendo o Campeonato Nacional da I Divisão na época de 1949/50, treinado pelo técnico inglês Ted Smith, que apenas o utilizou em três partidas. Teixeira não passava de um simples suplente e por isso, na época seguinte transferiu-se para o Vitória de Guimarães, onde fez sobressair e evidenciar toda a gama das suas qualidades, com maior destaque para o pontapé forte e fulminante que possuía, ao ponte de atrair o interesse do FC Porto, que o contratou para a época de 1952/53, por 150 contas, verba recorde no mercado nacional de transferências da época.






















De azul e branco vestido, actuou durante dez épocas a fio, umas vezes como interior esquerdo, outras como ponta-de-lança, com estreia oficial a acontecer no dia 5 de Outubro de 1952, no Estádio das Antas, frente ao Boavista FC, jogo da 2ª jornada do campeonato nacional, com vitória portista por 4-2.

António Teixeira conquistou então dois ceptros nacionais. O primeiro na época de 1955/56, sob a batuta do técnico brasileiro Dorival Yustrich, tendo alinhado em 22 jogos e apontado 13 golos, consagrando-se como o segundo melhor marcador da formação azul e branca. O segundo foi conseguido em 1958/59, sob o comando do técnico Bela Guttman que substituiu a meio da época Otto Bumbel. Teixeira foi  então decisivo na conquista desse título, contribuindo com 22 golos ao longo da prova, sagrando-se o melhor marcador da equipa e o segundo a nível nacional, só suplantado pelo benfiquista José Águas.














António Teixeira foi internacional, representado a equipa das quinas por 9 vezes,  7 das quais ao serviço da Selecção A, tendo apontado apenas um golo, justamente no jogo de estreia, frente à Itália. As outras duas internacionalizações foram ao serviço da Selecção B.

Faleceu em Outubro de 2003.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59)
2 Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Figuras e Factos, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; Blogues Estrelas do FC Porto e Glórias do Passado.

Sábado, 11 de Maio de 2013

YES, WE CAN!




























































O FC Porto deu hoje um passo importante para a conquista do título nacional, mas não definitivo, pois ainda tem que se deslocar a Paços de Ferreira, onde necessita de vencer para poder erguer o caneco.

Hoje, era importante vencer para passar para a frente e foi isso que aconteceu. Perante um Estádio cheio e vibrante de elevado fervor clubista, os bicampeões nacionais cedo manifestaram a intenção de chegar ao golo e construir o resultado que mais lhe convinha.

O adversário, com a lição bem estudada, comportou-se como uma equipa vulgar, disposta apenas a fazer passar o tempo, garantir o empate e se possível aproveitar alguma falha alheia ou alguma benesse do «sócio». Para tal, não se coibiu de utilizar de forma ostensiva, o anti jogo, com episódios caricatos, como os do guarda-redes a ir buscar as bolas perdidas à bandeirola de canto ou como a de jogadores estendidos no relvado simulando lesões, tudo isto com a complacência do «sócio», que para além desta conivência, apitou a todos os encostos dos jogadores portistas, ignorando escandalosamente os das papoilas saltitantes.

Coube por isso ao FC Porto o controlo e o domínio do jogo, sempre ou quase sempre num ritmo demasiado lento que foi permitindo ao adversário desfazer o caudal ofensivo azul e branco.  Ainda assim, o perigo rondou a baliza adversária logo aos 5 minutos, com Danilo a ganhar a linha e a cruzar para a área com Jackson a chegar ligeiramente atrasado. Uns segundos mais tarde o colombiano voltou a ser solicitado mas deixou-se antecipar pelo guardião contrário.

Contra a corrente do jogo, a equipa do regime chegou à vantagem. Na sequência de um lançamento lateral, Luisão tentou o remate, a bola ressaltou em Fernando e Lima foi mais lesto a reagir, aparecendo na cara de Helton que não conseguiu evitar o remate vitorioso do brasileiro.

Mas os Dragões não esmoreceram e partiram à procura do prejuízo com paciência e determinação. E o golo da igualdade não tardou. Na sequência de uma jogada de insistência, Alex Sandro abriu para a esquerda, Silvestre Varela, à entrada da área desferiu um poderoso remate, a bola resvalou em Maxi Pereira, enganando Artur que mais não fez do que tocar para a baliza.



















O FC Porto necessitava da vitória e não tirou o pé do acelerador.  Aos 27 minutos João Moutinho, de pé esquerdo e de muito longe, atirou um petardo, obrigando Artur a uma defesa de grande dificuldade. Até ao intervalo mantiveram-se a toada atacante portista, a tentativa de adormecer o jogo pelo adversário e a irritante dualidade de critérios do «sócio».

Na segunda parte o FC Porto entrou ainda mais dinâmico, ainda que teimosamente lento, com Varela a protagonizar duas jogadas perigosas e as papoilas saltitantes cada vez mais matreiras, usando e abusando das paragens do jogo, das quedas, da troca da bola (a que saía de jogo não servia e lá iam ganhando mais alguns segundos à procura de outra), enquanto «sócio» assistia de cadeirão a tanto desplante sem que isso o perturbasse.

O tempo começava a escassear e o «mestre das tácticas» que diz que sabe, de trás para a frente e da frente para trás, como joga o bicampeão, a partir dos 66 minutos reforçou a sua aposta no empate. Tirou Gaitan e fez entrar Roderick.

E até parecia que tal substituição estava a dar resultado. A verdade é que o FC Porto já não conseguia ser tão perigoso e só aos 85 minutos James Rodríguez, aproveitando uma distracção do juiz de linha, isolou-se mas atirou contra o ferro.

Fernando já tinha saído lesionado e amarelado e Vítor Pereira, apostado as suas últimas cartadas.

Kelvin, primeiro e depois Liedson entraram no jogo na derradeira tentativa de fazer as remontadas, no resultado e na classificação. Aposta acertada, pois foram estes os principais protagonistas do golo da explosão de um vulcão chamado DRAGÃO.

O jovem brasileiro entrou na área, sob a esquerda, após combinação com Liedson, rematando cruzado, com Artur impotente para deter o remate certeiro e com «Jasus» a cair literalmente de joelhos, fulminado e incrédulo.



















Estava feita a justiça no resultado. Afinal a única equipa que tudo fez para vencer este encontro foi o FC Porto. A equipa do regime comportou-se como uma equipa de segundo plano, jogando para o empate da forma mais infame possível. Foi para mim, que gosto de futebol, a pior equipa que pisou este relvado, em toda a época.

O meu primeiro destaque vai para o comportamento do público que encheu o anfiteatro, vibrante, entusiástico, de grande fervor clubista e que constituiu um apoio fundamental para o desempenho de toda a equipa.

O segundo, naturalmente para o sentido colectivo, a paciência, a confiança e a crença, que todos os atletas demonstraram, durante todo o tempo.

A última evidentemente para os marcadores dos golos: Varela e Kelvin.

Faltam 90 minutos para que o objectivo seja cumprido, que vão ser certamente de sofrimento e que vai requerer muita aplicação. O campeonato ainda não está ganho. Não podemos nem devemos menosprezar o valor do próximo adversário. Por isso, vamos todos calmamente serenar e começar a trabalhar para que esse jogo seja mesmo o da consagração.