quinta-feira, 3 de setembro de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 116












MARCO AURÉLIO - Goleador Nº 116

Apontou 15 golos em 50 participações, com a camisola do FC Porto durante as 4 épocas ao seu serviço (973/74 a 1974/75 e 19778/79 a 1979/80).

Marco Aurélio Berg nasceu no dia 20 de Janeiro de 1950, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Os responsáveis portistas contrataram este avançado em 1973, ao Tramagal, clube que militava na II Divisão Nacional e onde o atleta jogou duas temporadas.

Estreou-se oficialmente com a camisola dos Dragões, no dia 9 de Setembro de 1973, no Estádio do Restelo, frente ao Belenenses, em jogo da 1ª Jornada do Campeonato Nacional, sob o comando do húngaro Bela Guttmann, com derrota por 1-0.

O seu primeiro golo foi conseguido duas jornadas depois (3ª Jornada), frente ao Farense, em Faro, ao marcar o último golo do encontro, no empate por 2-2.

A época de estreia acabou por ser a melhor deste atleta, enquanto jogador do FC Porto, com 22 jogos disputados e onze golos marcados. O técnico magiar, a partir de certa altura começou a utilizá-lo como médio ofensivo e a pouco e pouco foi perdendo influência e a titularidade.

Na época seguinte (1974/75), com outro treinador (o brasileiro Aimoré Moreira), Marco Aurélio foi ainda menos utilizado.

Nas três épocas seguintes o avançado brasileiro envergou a camisola do Varzim, onde jogou regularmente.

José Maria Pedroto que levaria o FC Porto ao título, depois de 19 anos de jejum, na temporada de 1977/78, recuperou o atleta brasileiro para a temporada seguinte (1978/1979). Embora não tendo conseguido fixar-se no onze titular, Marco Aurélio foi ainda assim utilizado em 16 dos 33 jogos da equipa portista, sagrando-se campeão nacional, apesar de ter sofrido uma lesão grave, na 17ª jornada, no estádio da Luz, a 21 de Janeiro de 1979, altura em que Toni o «arrumou», provocando-lhe uma fractura dupla exposta da perna (tíbia e perónio) que o afastou dos relvados meses a fio.

Marco Aurélio não voltaria a ser o mesmo jogador, razão pela qual acabaria por tentar a sua sorte noutras paragens. V. Setúbal (1980/81); Juventude de Évora (1981/82); Nacional (1982/83); Vilanovense (1983/84) e Barreirense (1984/85), foram os clubes representados.

































Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):
1 Campeonato Nacional (1978/79)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sábado, 29 de agosto de 2015

BOM RESULTADO COM EXIBIÇÃO ESTRANHA
















FICHA DO JOGO



























O FC Porto voltou hoje às vitórias, depois do empate consentido na Madeira, conseguindo um resultado muito melhor que a exibição.

Lopetegui promoveu a duas alterações no onze titular, certamente com a intenção de tornar a equipa mais equilibrada e produtiva. Martins Indi foi o eleito para surgir como defesa lateral esquerdo e Brahimi começou na linha média em vez de Herrera, que ficou no banco. Cristian Tello foi o beneficiário directo do recuo do argelino.


























Os Dragões começaram bem, a desenvolver um futebol apoiado e criterioso, logrando chegar ao golo na primeira oportunidade criada, logo aos seis minutos. Jogada pela direita conduzida por Maxi Pereira, com o defesa uruguaio a lançar  Brahimi que entrou na área, ultrapassando um adversário, cruzou rasteiro e recuado para a zona frontal onde apareceu Aboubakar a aplicar o remate fatal.























O melhor futebol portista duraria mais cerca de nove minutos, seguindo-se depois uma reacção do Estoril que os Dragões não souberam sacudir com a competência que lhe era devida. A equipa da linha criou  vários problemas que não foram penalizadores pela ineficácia dos seus remates e pela acção dos defesas portistas, que em alguns casos evitaram o golo do empate.
























Inexplicavelmente a produção de jogo portista ficou emperrada, baralhada, confusa, lenta, feia e estranha, a ponto de merecer assobiadelas da farta plateia.

Ainda antes do intervalo Lopetegui tentou mudar o rumo dos acontecimentos. Tirou o apagado Varela e lançou André André para o meio campo, passando Brahimi para a ala esquerda. O jogo atacante portista não melhorou mas teve o condão de estancar o perigo do Estoril.

Na segunda parte a equipa da Linha voltou mais dinâmica e voltou a colocar dificuldades à equipa da casa, que continuava bastante intranquila até que dois lances quase seguidos devolveram aos portistas o comando da partida. Dois lances protagonizados por André André que só foi travado em falta perto da área.

No primeiro Brahimi atirou a rasar a trave. No segundo Maicon foi certeiro, dilatando o resultado.
























A partir desse momento o Estoril sentiu que não poderia reverter a situação e o FC Porto aproveitou para dominar a seu belo prazer.

Herrera ainda fez o terceiro mas o péssimo julgamento do fiscal de linha acabou por evitar o dilatar do marcador.

Vitória feliz numa exibição a não repetir. Destaque para a linha defensiva, onde Maxi, Marcano e Maicon pontificaram e pouco mais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

CONTRA O ESTORIL DESEJAMOS UM PORTO DE HONRA









Depois de duas exibições muito diferentes, a primeira bastante prometedora e a segunda decepcionante, o FC Porto vai receber o Estoril num jogo que se espera complicado, não só pela ambiguidade do comportamento portista como pela réplica que o seu adversário colocará no relvado do Dragão.

A equipa necessita de consolidar o que de bom apresentou frente ao Guimarães e o factor casa poderá ajudar a que os atletas azuis e brancos encarem a partida com a competência e ambição dos verdadeiros campeões.

A lista de convocados de Julen Lopetegui conheceu mais uma vez alterações. A lista foi reduzida para os habituais 18 elementos, ficando de fora o terceiro guarda-redes Raúl Godiño e o defesa lateral esquerdo Cissokho, ambos por opção técnica. José Angel foi chamado, para em princípio, ocupar o lugar do defesa gaulês, isto se o técnico portista não nos surpreender com Martins Indi nessa posição.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS

















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2015/16 - 3ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO 29 DE AGOSTO DE 2015, ÀS 18:30 H
ÁRBITRO NOMEADO: DUARTE GOMES - A.F. LISBOA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SORTEIO CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - FASE DE GRUPOS




































O FC Porto ficou hoje a conhecer o nome dos adversários que o sorteio ditou, para a fase de grupos da Champions League 2015/16.

Os ingleses do Chelsea, os ucranianos do Dínamo de Kiev e os israelitas do Maccabi Tel-Aviv, juntamente com os Dragões, compõem o Grupo G.


CALENDÁRIO

1ª Jornada (16 de Setembro) - Dínamo de Kiev - FC Porto
2ª Jornada (29 de Setembro) - FC Porto - Chelsea
3ª Jornada (20 de Outubro) - FC Porto - Maccabi Tel-Aviv
4ª Jornada (4 de Novembro) - Maccabi Tel-Aviv - FC Porto
5ª Jornada (24 de Novembro) - FC Porto - Dínamo de Kiev
6ª Jornada (9 de Dezembro) - Chelsea - FC Porto

sábado, 22 de agosto de 2015

MAIS UMA HISTÓRIA TRÁGICO-MARÍTIMO
















FICHA DO JOGO




























O FC Porto voltou a não ser capaz de conquistar os três pontos, no Funchal frente ao Marítimo, registando agora apenas o empate, numa exibição pouco conseguida, demonstrativa de grandes incapacidades, que poderão pôr em causa a legitimidade da luta pelo título.

A exibição desta noite, especialmente na segunda parte, deixou evidente a falta de ideias, de soluções e de capacidades de «inventar» lances susceptíveis de resolver um desafio.

Julen Lopetegui fez alinhar o onze titular, com duas alterações, em relação ao apresentado na semana passada. Cissokho, em vez do vendido Alex Sandro e Brahimi em vez de Cristian Tello.
























O jogo começou mal para os Dragões, que numa fífia defensiva consentiu o golo dos insulares. Cissokho ficou muito mal na fotografia, ao permitir que Edgar Costa surgisse nas suas costas a cabecear vitoriosamente.




















Os azuis e brancos reagiram bem, conseguiram alguns lances prometedores, mas muitas vezes à custa da capacidade individual de Brahimi ou Varela. 

O maior ascendente portista acabaria no entanto por surtir o efeito pretendido.  Aos 34 minutos Brahimi entrou na área, flectindo para a esquerda, verificou a posição dos seus companheiros, colocou a bola no corredor central a solicitar a entrada de Imbula, o médio francês, fez a bola subir, na recepção e de cabeça endossou para a entrada de Herrera que na passada fuzilou a baliza, conseguindo o golo do empate.






















O jogo tornou-se cada vez mais disputado, sem grandes espaços, com muita luta e cada vez menos qualidade. À maior posse de bola portista, o Marítimo respondia com um ou outro lance de perigo relativo.

No segundo tempo o futebol portista não melhorou, apesar de, com a troca de Herrera por André André, a equipa passasse a aparecer com mais frequência no último terço do relvado, mas sempre muito lenta, denunciada, sem precisão e muito menos criatividade. Aboubakar ainda teve nos pés um lance de golo que lhe foi negado pelo guardião contrário, com uma defesa por instinto e Maxi Pereira, no último segundo do jogo, meteu a cabeça à bola que foi esbarrar na barra, queimar a linha de golo e saltar para fora.























Tello e Osvaldo também foram chamados ao jogo, mas não acrescentaram nada de significativo.

Dois pontos desbaratados no segundo jogo do campeonato não são um bom prenúncio.

Nesta exibição bastante fraca, não me parece justo fazer quaisquer destaques, já que todos os atletas ficaram muito aquém do que se esperava deles.

Lopetegui devia estar preparado para as dificuldades que já conhecia de antemão, mas mais uma vez não foi capaz de fazer a sua equipa superá-las.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

LUTAR CONTRA AS MALDIÇÕES DA ILHA









Primeira deslocação desta época e logo a um estádio onde o FC Porto tem sido pouco feliz, especialmente na época anterior, registando duas derrotas, uma para o campeonato e outra para a taça da liga.

Lopetegui já sabe o que o espera e desta vez espero que não se deixar surpreender. Apesar das imensas alterações que o plantel sofreu (oito dos titulares de então, para a Primeira Liga, já não ostentam o emblema do Dragão), a equipa deverá apresentar-se devidamente preparada e avisada para as dificuldades que vão enfrentar.

Raúl Godiño e Aly Cissokho são as principais novidades na lista dos convocados para este jogo, para além das ausências de Alex Sandro, que saiu para a Juventus, de Evandro e Hernâni, estes por opção técnica.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS

















O onze titular vai conhecer pelo menos uma alteração, em relação ao jogo da primeira jornada, com Cissokho a defesa lateral esquerdo, pelas razões já evocadas. Outras poderão acontecer, ainda que menos prováveis. Por mim dava o lugar de Herrera a André André e não mexia mais, mas acredito que Lopetegui tenha outras intenções.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2015/16 - 2ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DOS BARREIROS - FUNCHAL
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO, 22 DE AGOSTO DE 2015, ÀS 20:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: HUGO MIGUEL - A.F. LISBOA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

sábado, 15 de agosto de 2015

COMEÇAR BEM E COM CLASSE
















FICHA DO JOGO



























EQUIPA TITULAR
























Mais de 48 mil espectadores assistiram hoje no Dragão a uma exibição muito satisfatória , neste arranque de campeonato com Aboubakar a sobressair num conjunto de boas prestações.

O jogo não foi fácil mas os Dragões estiveram sempre no controlo das operações, ainda que num ou noutro lance os minhotos tivessem criado algum perigo que Casillas e seus pares conseguiram resolver.

O resultado peca por escasso em função das grandes oportunidades de golo desperdiçadas, algumas com o seu quê de escandaloso.

O camaronês Vicent Aboubakar foi a estrela mais cintilante deste jogo. Jogou, fez jogar, marcou por duas vezes e encheu o campo com as suas jogadas espectaculares, quer a encontrar a  melhor posição para o remate, quer a servir os seus companheiros. O 2º golo foi simplesmente magnífico. Entre outras boas exibições destaque também par Silvestre Varela, completamente revigorado, a demonstrar que pode ser bastante importante. Maxi Pereira, Maicon, Danilo e depois André André e Evandro, completam o naipe dos meus destaques.

O elo mais fraco foi Herrera, hoje em noite desastrada, lento, complicado e perdulário, ouviu mesmo assobios. Foi substituído demasiado tarde por André André, no que resultou numa melhoria notória para a equipa. O médio português mostrou mais raça, mais eficácia e muito mais clarividência.

Aboubakar (2) e Silvestre Varela, fizeram balançar as redes do adversário.






















A bola viajou da direita para a esquerda, Varela recebeu combinou com Alex Sandro que foi à linha cruzar atrasado. Aboubakar surgiu na passada a disparar forte, a bola embateu em João Afonso e dirigiu-se para as redes, traindo o guarda-redes Douglas. Estava feito o primeiro da noite.
























Maxi Pereira ganhou a bola no circulo central, lançando de imediato Aboubakar em zona central. O camaronês correu para a área e já dentro dela, com um adversário muito próximo desferiu o remate certeiro, com força e colocação. Bonito golo.


 

Combinação na direita entre Maxi e Varela, com este a evitar um adversário e a rematar forte e colocado.