quarta-feira, 16 de Abril de 2014

ANEDÓTICO DESCALABRO















FICHA DO JOGO

























Sabia-se que não ia ser fácil segurar a magra vantagem de 1 golo, alcançada no Dragão. Sabia-se que a equipa portista teria de apelar às suas melhores qualidades para conseguir sair da Luz com um resultado capaz de assegurar a presença no Jamor. Sabia-se também que esta equipa do FC Porto continua numa onda de más prestações. O que não era fácil de imaginar era esta tendência para um descalabro tão anedótico.

Luís Castro que tinha poupado alguns dos jogadores considerados nucleares para poder contar com eles, em pleno, para este jogo, fez alinhar aqueles que considera serem os mais capazes, neste momento. 





















Só que este grupo de jogadores está muito longe de poder formar uma equipa, na verdadeira acepção do seu significado. «Aquilo» que deambulou no relvado escorregadio da Luz, equipado de azul e branco, não passou de um grupo à deriva, sem Norte, sem comando, sem a mínima noção do que fazer com a bola, sem carácter, sem capacidade, sem competência, sem garra, sem chama, sem ambição, sem ponta por onde se pegue. Uma nulidade a roçar o ridículo, o anedótico.

«Aquela coisa», equipada de azul e branco entrou em campo assustada, encolhida, atrofiada, por vezes displicente e incapaz de pôr a inteligência a funcionar. Futebol sem ligação, como quase sempre esta época, incapacidade para organizar as acções ofensivas e, perdas de bola constantes a provocarem contra-golpes a que se somaram as habituais «abébias» defensivas.

Logo aos 3 minutos, uma perda de bola a meio-campo originou uma acção atacante do adversário, com Danilo adiantado a obrigar o central mexicano Diego Reyes a tentar, sem êxito, cobrir o buraco. Cruzamento efectuado para o 1º poste, com Sálvio a aparecer como uma flecha, a rematar ao lado, perante a passividade de Mangala, que se deixou antecipar.

Seguiram-se uma série de cantos sucessivos (creio que 7), ainda que em metade deles Jardel tenha carregado Fabiano, com a complacência do «querido» Pedro Proença.

Os Dragões experimentaram imensas dificuldades para sacudir a pressão benfiquista e neste quadro, a perda da vantagem conseguida no Dragão foi fácil e rapidamente anulada à passagem do minuto 17. Ataque pela esquerda, cruzamento para o 2º poste e golo, assim com toda a facilidade. Ninguém a tentar evitar o cruzamento e depois Alex Sandro, ligeiramente atrasado, preferiu abordar o lance com o pé quando deveria tentar com a cabeça e Fabiano a ser surpreendido e algo mal batido.






















O FC Porto tentou reagir mas sempre de forma inconsistente, até que aos 28 minutos o defesa Siqueira viu o duplo amarelo seguido do cartão vermelho, por ter «ceifado» Quaresma.

Pensava-se que a partir desse momento os azuis e brancos teriam todas as condições para voltar a ganhar vantagem. A verdade é que conseguiram travar o ímpeto atacante do adversário, passou a ter mais a bola, mas sem capacidade para criar jogadas de perigo efectivo na área dos lisboetas, pelo que o intervalo surgiu sem mais alterações no resultado.

No reatamento o FC Porto continuou na sua tentativa de criar perigo, mas a bola passou de pé para pé, para os lados e para trás, sem criatividade, sem imaginação, sem lances de ruptura e portanto sem perigo.

O golo do empate surgiria aos 52 minutos num trabalho magnífico e individual de Varela, culminando com um remate certeiro pelo meio das pernas de Artur (talvez a única coisa positiva da equipa portista em todo o jogo).


















A jogar com mais um elemento, conseguido o empate e com o adversário a necessitar de marcar dois golos para seguir em frente, parecia o cenário ideal para garantir um lugar no Jamor. Seria se «aquela coisa» que equipou de azul e branco fosse realmente uma equipa coesa, solidária, organizada, competente e ambiciosa.

Assim, o que se assistiu a seguir foi a um colapso, a um anedótico descalabro. É verdade que começou por ter o dedo do «querido» Pedro Proença que se deixou «comer» pelo teatro de Sálvio, assinalando uma grande penalidade inexistente, que os benfiquistas aproveitaram, voltando ao comando no marcador.

Nada estaria perdido se «aquela coisa» de azul e branco vestida fosse uma equipa. Assim, o festival do anedotário nacional continuou pujante e ridículo até ao golo de André Gomes, que fez o que quis dos alegadamente defesas portistas, fazendo levantar o estádio.

A partir daqui acabou o futebol para se entrar na fase do desespero de uns e da matreirice dos outros. O «querido» Proença ainda quis ser figura mais preponderante, expulsando Jesus, Luís Castro e Quaresma.

Derrota e eliminação merecidas numa época para esquecer onde a culpa não pode morrer solteira.

Fica a faltar a Taça da Liga e a defesa do 3º lugar do Campeonato. Quanto ao primeiro destes dois objectivos, eu quero que se lixe a Taça, embora gostasse que «aquela coisa» que vestiu de azul e branco, ainda tivesse alguma réstia de orgulho para vencer este mesmo adversário e se apresentasse na final, o que reputo de pouco provável. Quanto ao último objectivo seria escandaloso não consegui-lo.  

terça-feira, 15 de Abril de 2014

QUE SEJAM VERDADEIROS DRAGÕES








Em período prolongado de jogos ao meio e ao fim da semana, o FC Porto quase não tem tempo para recuperar e preparar o jogo seguinte, e o próximo é no estádio da Luz, onde a equipa portista vai tentar avançar para a final da Taça de Portugal.

Já afastado do título nacional e da Liga Europa, as migalhas que ainda sobram são as duas taças (de Portugal e da Liga), que não salvarão a época, mas atenuariam de algum modo o descalabro.

A vantagem é de apenas 1 golo, margem presumivelmente insuficiente que obrigará os Dragões a terem uma atitude positiva perante o jogo e o adversário.

Falta saber se em termos emocionais a equipa já digeriu o escândalo de Sevilha e se estará à altura de enfrentar com ambição e competência os próximos campeões nacionais.

Luís Castro tem gerido com alguma coragem e competência os esforço do plantel, nesta fase de acumulação de jogos e oxalá os atletas poupados saibam corresponder da melhor forma à confiança neles depositada.

Assim, são naturais os regressos à lista dos convocados, de Danilo, Diego Reyes, Herrera e Quaresma, alguns dos quais apontados ao onze titular. De fora ficaram desta vez, Víctor Garcia, Abdoulaye e Kelvin.

QUADRO COMPLETO DO CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Taça de Portugal - Meias-finais - 2ª Mão
PALCO DO JOGO: Estádio da Luz - Lisboa
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 16 de Abril de 2014, às 20:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Pedro Proença - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 51












PENA - Goleador Nº 51

Apontou 42 golos em 87 jogos que realizou com a camisola do FC Porto, durante as duas épocas (2000/01 e 2001/02), ao seu serviço.

Renivaldo Pereira de Jesus, mais conhecido por Pena, nasceu em 19 de Fevereiro de 1974, em Vitória da Conquista Estado da Bahía, Brasil. Começou o seu percurso futebolístico em clubes modestos da sua terra natal (o Serrano, em 1994 e o Conquista, em 1995 e 1996), tendo passado depois por clubes de outros Estados brasileiros (o Rio Branco, em 1997, o Paraguaçuense e o Ceará, ambos em 1998). Teve de seguida o seu primeiro contacto com o futebol europeu, ainda em 1998, para representar o clube suíço Grasshopper Club Zurich, onde permaneceu apenas alguns meses, regressando ao Brasil para envergar a camisola do Palmeiras.

Chegou ao futebol português em Agosto de 2000 com a responsabilidade de substituir Mário Jardel, no ataque do FC Porto, assinando por 5 temporadas. Foi chegar, ver, marcar (22 vezes) e vencer, sagrando-se o melhor marcador do Campeonato Nacional de 2000/01.























A sua estreia oficial com a camisola azul e branca aconteceu em 9 de Setembro de 2000, no Estádio das Antas, assinando os dois golos da vitória portista (2-1), frente ao Paços de Ferreira, em jogo da 3ª Jornada do Campeonato nacional.

Na 2ª temporada Pena não conseguiu confirmar os seus dotes de goleador, apontando apenas 6 golos no Campeonato, em 24 jogos realizados e já na sombra de outro goleador nato que o FC Porto tinha ido buscar ao Celta de Vigo, o Sul-africano Benny McCarthey.


Depois de se desentender com o técnico do Clube Octávio Machado,  Pena foi emprestado aos franceses do RC Strasbourg (2002/03), onde não foi feliz, seguindo-se mais dois outros empréstimos (SC Braga, 2003/04 e CS Marítimo, 2004/05).


Concluído o contrato com o FC Porto, o avançado brasileiro regressou ao seu país para vestir a camisola do Botafogo (2005 e 2006), entrando de seguida na curva descendente da sua carreira representando formações mais modestas, como o Paulista (2006), o Confiança e o Serrano (2007), o Madre de Deus (2009), terminando no clube onde se iniciara, o Serrano (2010 e 2011).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Taça de Portugal (2000/01) 
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt e Base de dados actualizados, de Rui Anjos.

domingo, 13 de Abril de 2014

TRÊS PONTOS IMPORTANTES















FICHA DO JOGO


























Numa partida marcadamente influenciada pela 2º mão das meias-finais da Taça de Portugal a ser disputada na próxima Quarta-feira, os dois conjuntos apresentaram equipas titulares bem diferentes do habitual.

Luís Castro que já não convocara Danilo e Quaresma, deixou também no banco Mangala e Alex Sandro, numa clara gestão do plantel. 























Os Dragões entraram bem no jogo e dominaram durante toda a primeira parte não permitido aos minhotos quaisquer tipo de veleidades. Criaram três boas situações de golo mas apenas foram eficazes numa delas. Foi aos 23 minutos numa boa assistência de Jackson Martinez, que com um passe em profundidade isolou Silvestre Varela, mais rápido que o defesa bracarense Núrio, picou a bola sobre o guarda-redes Eduardo.





















O descanso parece ter feito mal aos jogadores portistas pois permitiram o assédio arsenalista à sua baliza, acabando por sofrer o golo da igualdade, incorrendo depois numa série de erros comprometedores que só a falta de eficácia do adversário misturada com alguma dose de sorte evitaram ficar em desvantagem, já Luís Castro voltara a fazer poupanças retirando do jogo Fernando, para a entrada de Defour.

O jogo partiu-se um pouco e o FC Porto voltou a dispor de boas ocasiões para marcar e marcou mesmo. O segundo golo nasceu de uma boa combinação, na esquerda, entre Licá e Josué, com o médio a cruzar com peso, conta e medida para a área, onde apareceu Carlos Eduardo a saltar mais alto que André Pinto e, de cabeça, a dar vantagem ao FC Porto, em cima do minuto 86.
























O terceiro golo surgiu já em cima do minuto 90, num contra-ataque em que os jogadores portistas apareceram em superioridade numérica junto da área adversária (5 contra 2). Josué à entrada da área leu bem a posição dos seus companheiros, endossou a bola a Quintero e este, já dentro da área, recebeu, olhou para a baliza e atirou a contar, deixando Eduardo a seguir a bola com os olhos.
























Estava feito o resultado numa exibição com altos e baixos, coisas boas e outras muito más, que poderiam ter consequências mais nefastas. O golo sofrido foi muito consentido por uma defesa completamente à toa nesse lance, como em mais dois ou três em que os erros primários foram por demais evidentes.

Foi no entanto uma vitória importante que mantém o FC Porto em vantagem na luta pelo 3º lugar.

sábado, 12 de Abril de 2014

GANHAR NA PEDREIRA PARA "AGARRAR" 3º LUGAR








É na ressaca de uma goleada em Sevilha, que ditou a eliminação da Liga Europa, único troféu que poderia salvar uma época pouco comum no Dragão, que o FC Porto se vai deslocar a Braga onde irá certamente encontrar grandes dificuldades, na luta pelos três pontos em disputa, capazes de pelo menos manter a distância que o separa do Estoril, equipa com a qual discute o 3º lugar.

Sem tempo para preparar convenientemente este jogo, Luís Castro tem procurado recuperar os atletas, quer em termos físicos como psicológicos. O desgaste pode vir a ser um factor decisivo, ainda mais quando feito em cima de resultados negativos.

É pois com extrema expectativa que se aguarda o desempenho da formação portista, tendo em conta todos estes considerandos.

O técnico portista decidiu dar folga a Danilo, Quaresma, Diego Reyes e Herrera, muito provavelmente a pensar já no próximo jogo da 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal a disputar Quarta-feira, no estádio da Luz.  Abdoulaye, Fernando e Jackson Martinez estão de regresso à lista dos convocados que conta com a presença surpreendente de Víctor García, defesa direito da equipa B.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 27ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Axa - Braga
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 13 de Abril de 2014, às 19:15 h 
ÁRBITRO NOMEADO: Rui Costa - A.F. Porto
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉC. XXI

ÉPOCA 2009/10

Ainda sob a batuta do Professor Jesualdo Ferreira, o FC Porto perfilava-se como um dos principais candidatos ao título nacional, apesar da perda de alguns dos mais sonantes nomes do pantel. Lisandro Lopez e Cissokho, para o O. Lyon, Lucho Gonzalez, para o Marselha e as dispensas de Ventura, Tengarrinha, Stepanov, Andrés Madrid, Tarik Sektioui e Rabiola bem com o fim de carreira de Pedro Emanuel.

Nos reforços, a novidade foi a aposta em cinco jogadores portugueses de qualidade, Beto (ex-Leixões), Miguel Lopes (ex-Rio Ave), Nuno André Coelho (ex-Estrela da Amadora), Orlando Sá (ex-SC Braga) e Silvestre Varela (ex-Estrela da Amadora), para além do brasileiro Maicon (ex-Nacional da Madeira). Do estrangeiro chegaram Álvaro Pereira (ex-CFR Cluj), Sebastian Prediger (ex-Colón), Fernando Belluschi (ex-Olimpiakos), Diego Valeri (ex-Lanús) e Radamel Falcao (ex-River Plate). Mais tarde, no mercado de Inverno chegaria Rúben Micael (ex-Nacional da Madeira).























A época oficial arrancou no dia 9 de Agosto de 2009, no Estádio Municipal de Aveiro, com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira que colocou frente a frente o Campeão Nacional, FC Porto e o Paços de Ferreira, finalista vencido no confronto frente aos Dragões, da Taça de Portugal.

Num jogo quase sempre mal jogado, os azuis e brancos puxaram dos galões e venceram com alguma naturalidade, apesar de só terem desbloqueado o encontro a partir do minuto 59. Vitória por 2-0, justa mas numa exibição apagada, frente a um adversário perfeitamente acessível. Foi a 16ª Supertaça ganha em 25 edições.






















Equipa titular que em Aveiro venceu a 16ª Supertaça Cândido de Oliveira. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Bruno Alves, Rolando, Álvaro Pereira, Fernando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Fucile, Mariano Gonzalez, Belluschi e Silvestre Varela

























No Campeonato nacional, o FC Porto não teve um desempenho regular e foi altamente prejudicado por jogadas de bastidores, com relevo para a emboscada no túnel da Luz que originou um dos maiores e vergonhosos escândalos do futebol português. Na sequência dessa «borrasca» Hulk e Sapunaru foram severamente castigados pela CD da Liga, chefiada pela figura ridícula do pavão vermelho (Ricardo Costa), com suspensão preventiva durante 61 dias, seguida de 4 meses de suspensão a Hulk e 6 meses a Sapunaru. Castigos que acabariam por ser reduzidos pelo CJ da PPF, em 24 de Março de 2010, para 3 jogos a Hulk e 4 para Sapunaru. Os atletas estiveram afastados indevidamente durante 15 e 14 jogos, respectivamente. A verdade é que desde que Hulk foi autorizado a jogar (faltavam 7 jornadas), o FC Porto venceu todos os jogos até final, mas já não a tempo de recuperar os pontos perdidos.

No total dos 30 jogos, somou 21 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Marcou 70 golos, sofreu 26 e somou 68 pontos, menos 3 que o Braga (2º) e menos 8 que o Benfica (1º).






















Equipa titular que na 29ª jornada derrotou o Benfica, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Álvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves, Fernando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Fucile e Ernesto Farías.

Na Taça de Portugal o FC Porto voltou a erguer o troféu em mais uma final jogada no Jamor. Para lá chegar teve de eliminar sucessivamente o Sertanense, o Oliveirense, o Belenenses, o Sporting e o Rio Ave.

A campanha começou no Dragão frente à frágil equipa do Sertanense, da II Divisão B. Jesualdo aproveitou para apresentar uma formação mesclada com elementos menos utilizados do plantel, introduzindo depois 3 elementos da formação portista (Dias, Alex e Yero). Vitória por 4-0, num jogo sem história.






















Equipa titular frente ao Sertanense. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Maicon, Prediger, Nuno André Coelho, Fernando e Ernesto Farías; em baixo: Mariano Gonzalez, Diego Valeri, Cristian Rodríguez, Sérgio Oliveira e Hulk.

Seguiu-se a Oliveirense, no Estádio Municipal de Águeda, por falta de condições do anfiteatro da equipa da casa. Jesualdo apresentou a equipa principal, quase completa (só faltaram Guarín e Hulk), mas mesmo assim o futebol praticado deixou muito a desejar. Vitória (0-2) como lhe competia, frente a um adversário que não colocou grandes problemas.






















Equipa titular que em Águeda eliminou a Oliveirense. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Fernando, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira e Orlando Sá; em baixo: Fucile, Raul Meireles, Belluschi, Cristian Rodríguez e Silvestre Varela.

Os oitavos-de-final foram jogados no Estádio do Restelo, contra o Belenenses. Jogo freneticamente louco, impróprio para cardíacos. O FC Porto, tido à partida como principal favorito não conseguiu confirmar essas credenciais em campo. Teve de suster a maior determinação do adversário e reagir a duas desvantagens no marcador. O 2-2 final obrigou a uma decisão pelas grandes penalidades. Também aí o equilíbrio foi surpreendente. Numa autêntica maratona de 15 penaltis, o FC Porto acabou por vencer por 10-9!

Seguiu-se o Sporting, no Dragão. Bela exibição portista num espectáculo de muito bom futebol, onde não faltou beleza estética, capacidade técnica e grandes golos. Um jogo de encher as medidas. Vitória portista por 5-2.






















Equipa titular que goleou o Sporting, classificando-se para as meias-finais da Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Falcao, Beto, Álvaro Pereira, Rolando, Fernando e Maicon; em baixo: Mariano Gonzalez, Belluschi, Rúben Micael, Fucile e Silvestre Varela.

O Rio Ave foi o adversário nas meias-finais, jogadas em duas mãos. Duas vitórias portistas. A primeira mão foi disputada em Vila do Conde, no dia em que o CJ da FPF punha cobro à manobra mafiosa do aprendiz de justiceiro Ricardo Costa e seus acólitos, reduzindo de forma arrasadora as penas aplicadas a Hulk e Sapunaru, na sequência da emboscada preparada com todos os requintes pela máfia vermelha, no túnel da Luz.

Sem rubricar uma grande exibição, os Dragões construíram uma vitória confortável (1-3) que abria desde logo o caminho para seguir em frente.

Na 2ª mão, no Dragão, Jesualdo aproveitou para gerir o plantel, fazendo descansar uma boa parte dos titulares habituais. Vitória ainda mais folgada (4-0), num jogo pouco interessante.






















Equipa titular frente ao Rio Ave, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Diego Valeri, Beto, Maicon, Bruno Alves, Fernando e Orlando Sá; em baixo: David Addy, Fucile, Rúben Micael, Belluschi e Ernesto Farías.

O FC Porto apresentou-se no Jamor para jogar a final da Taça de Portugal pelo terceiro ano consecutivo, desta vez para defrontar o modesto Desportivo de Chaves, acabado de ser despromovido da Liga de Honra para a II Divisão Nacional.

Ainda assim os Dragões não fizeram uma grande exibição, bem pelo contrário. Os azuis e brancos entraram no jogo a ver jogar, cumprindo a lei do menor esforço que os conduziu aos serviços mínimos. Mesmo assim foi a melhor equipa justificando o resultado final (2-1).




Equipa titular que no Jamor arrecadou mais uma Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín, Rolando e Bruno Alves; em baixo: Raul Meireles, Falcao, Belluschi, Miguel Lopes e Hulk.





























Na Taça da Liga os Dragões lograram a sua primeira final, depois de liderarem o seu grupo onde defrontou o Leixões, a Académica e o Estoril. Nas meias-finais reencontraram a Académica a quem venceram por 1-0 e na final disputada no Algarve foram derrotados pelo Benfica, por 3-0.

Em termos internacionais coube ao FC Porto, como campeão nacional, representar Portugal na Champions League. Colocado no Grupo D, com os ingleses do Chelsea, os espanhóis do Atlético de Madrid e os cipriotas do Apoel, não se previa vida fácil para os comandados de Jesualdo Ferreira.

A primeira jornada foi disputada em terras de Sua Magestade, no relvado de Stamford Bridge, frente ao Chelsea de Carlo Ancelotti. Apresentando um futebol personalizado, consciente, desinibido, ainda que com maior pendor defensivo, o FC Porto jogou taco a taco, olhos nos olhos, frente a um adversário poderoso e de muito bom nível. A partida acabaria por ser decidida nos detalhes e aí, a menor eficácia dos jogadores portistas acabou por ditar uma derrota por 1-0, algo imerecida.

O segundo embate foi no Dragão frente ao Atlético de Madrid. Jogo muito cauteloso e muito amarrado que resultou numa hora de futebol pouco interessante. Só na meia hora final o FC Porto tomou realmente conta dos cordelinhos e fez pela vida, garantindo uma vitória difícil mas justa, colorida com 2 golos sem resposta.






















Equipa titular frente ao Atlético de Madrid. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Tomás Costa, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Mariano Gonzalez, Falcao, Belluschi e Fucile.

A terceira jornada teve como palco, de novo o Dragão. Frente à equipa menos cotada do Grupo, e estreante na competição, o Apoel de Chipre, a equipa portista exibiu-se de forma estranha. Poucas vezes foi capaz de se afirmar como equipa mais evoluída e sobretudo não soube explorar a inexperiência e ingenuidade da equipa cipriota, pródiga no festival de brindes nada normais a este nível.

A vitória portista, por 2-1 assentou no aproveitamento de duas dessas falhas, mas o futebol praticado por ambas as equipas deixou muito a desejar.






















Equipa titular, frente ao Apoel. Da esquerda para a direita: Fernando, Helton, Bruno Alves, Fucile, Álvaro Pereira e Rolando; em baixo: Raul Meireles, Mariano Gonzalez, Falcao, Cristán Rodríguez e Hulk.

Na 4ª jornada o FC Porto deslocou-se a Nicósia para voltar a defrontar o Apoel. Nova vitória, agora por 0-1, em mais um jogo pouco conseguido, com o golo a acontecer aos 84 minutos, permitindo desde logo a qualificação para os oitavos-de-final, com duas jornadas para jogar.

Seguiu-se a recepção ao Chelsea onde a liderança do Grupo ia ser posta à prova. O FC Porto não foi capaz de evitar a derrota por culpa própria, face a uma exibição (mais uma) descolorida. Derrota por 0-1 e a certeza de que o 1º lugar estava fora de questão.

A última jornada foi para cumprir calendário. Deslocação a Madrid e vitória expressiva (0-3) no Vicente Calderón, fechando com chave de ouro a sua participação na fase de grupos da CL.

O resultado do sorteio colocou no caminho portista o Arsenal de Londres para os oitavos-de-final. A primeira mão jogou-se no Dragão com vitória portista por 2-1, resultado que não espelhou a supremacia portista durante os 90 minutos. O FC Porto dispôs de outras oportunidades que se concretizadas poderia dar outra tranquilidade na deslocação a Londres.






















Equipa titular que defrontou o Arsenal no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Álvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Rúben Micael, Falcao, Silvestre VArela e Fucile.

A 2ª mão foi um verdadeiro banho de bola. Equipa sem ideias, de passes longos, sem ligação, sem criatividade, sem organização, enfim, sem nada de nada! Erros atrás de erros e golos na sua baliza em catadupa. Uma miséria aterradora, numa goleada das antigas: 5-0 e fim do sonho!






















Equipa titular que foi goleada em Londres. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Álvaro Pereira, Nuno André Coelho, Bruno Alves, Rolando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Rúben Micael, Falcao, Silvestre Varela e Fucile.







































(Clicar no quadro para ampliar)

O FC Porto esteve envolvido em 5 competições, realizando um total de 51 jogos. A equipa técnica utilizou 31 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização:Álvaro Pereira (46 jogos), Bruno Alves, Falcao e Rolando (43), Belluschi (41), Fernando e Raul Meireles (39), Guarín e Helton (33), Mariano Gonzalez (32), Cristian Rodríguez, Hulk e Tomás Costa (31), Silvestre Varela (29), Ernesto Farías (27), Diego Valeri (23), Miguel Lopes (19), Rúben Micael (17), Beto (13), Maicon (12), Orlando Sá (11), Sapunaru (9), Nuno André Coelho (7), Nuno E. Santo (5), Sérgio Oliveira (4), Prediger e Yero (3), David Addy, Alex e Dias (1).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Arquivo do Blog Dragaopentacampeao - I série 

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

ÉPOCA PERDIDA NO VENDAVAL DE SEVILHA















FICHA DO JOGO

























O FC Porto acaba de perder a época ao sair humilhado de Sevilha com uma pesada derrota que fez por merecer, comportando-se como uma equipa banal, vulgarizada até ao ridículo como não me lembro já de ter assistido a uma equipa portista, apesar de derrotas com números semelhantes.

Foi demasiado mau para ser verdade. A equipa entrou muito mal, nervosa, desconcentrada e desorientada, completamente perdida, sem noção do que tinha de fazer para contrariar a habitual «fúria» espanhola. Foram mais de 30 minutos em que os jogadores do Porto mais pareciam múmias paralíticas, incapazes de reagir, muito menos de raciocinar, entregando a bola ao adversário a cada passo. A linha média nunca se entendeu, não foi capaz de ajudar a defesa e muito menos criar movimentos ofensivos, desfeitos invariavelmente por passes errados. A defesa simplesmente não existiu. Mais parecia um queijo suíço todo esburacado tal a facilidade com que os jogadores do Sevilha apareciam soltos em zonas de finalização.

Se ao fim da primeira meia hora o resultado era só de 3-0 foi porque na baliza esteve mais uma vez um gigante que foi evitando uma humilhação maior. Confesso que cheguei a temer um certo resultado, também em Espanha, mais propriamente em Vigo, averbado por uma certa equipa, que não o FC Porto.

Já no segundo tempo, a jogar contra 10, a partir dos 54 minutos, os azuis e brancos, hoje todos de azul, nunca foram capazes de dar a ideia de serem capazes de marcar golos. Teve mais a bola, naturalmente, mas foi penoso verificar a incapacidade de criar movimentos de ruptura, capazes de por em perigo a baliza de Beto. De resto, as únicas vezes em que foi posto à prova foi por Quaresma e em dois momentos. Um num forte remate de primeira que o guardião português rechaçou com os punhos e o espectacular golo que marcou, únicos momentos positivos do FC Porto em toda a partida. O Sevilha, mesmo em inferioridade numérica esteve mais perto de marcar e marcou mesmo.

Esta é sem dúvida uma época perdida e para reflectir com a maior das responsabilidades. Há jogadores que não têm qualidade para representarem tão grande Clube e para o comando técnico tem de vir um treinador competente e com pulso. Não chega ser competente e simpático.