sábado, 30 de abril de 2016

DERROTA A CADA TRÊS JOGOS, UM MAU HÁBITO ADQUIRIDO
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto adquiriu esta temporada o mau hábito de somar derrotas a cada três jogos disputados, situação que não se enquadra no historial do Clube e muito menos ao estatuto de equipa grande.

José Peseiro não consegue definitivamente alterar a tendência de maus resultados e exibições pouco consistentes, que nem o argumento real das arbitragens nefastas chegam para explicar este comportamento de equipa de nível médio, a anos luz de um verdadeiro candidato a qualquer título, seja ele qual for.

A manter-se esta trajectória, as notícias não são nada animadoras. É que a próxima série (e última nesta temporada) de três partidas termina no Jamor! Para bom entendedor...

Depois de duas vitórias bem conseguidas (Nacional e Académica), mais a primeira que a segunda, com algumas mudanças no onze titular, o treinador portista não teve a mesma coragem e decidiu voltar a mexer.

Danilo Pereira que tão bons apontamentos tinha dado a central regressou à sua posição de trinco, deixando o lugar na defesa para o jovem Chidozie, apostando ainda nos regressos de Aboubkar e Brahimi, em detrimento de André Silva e Silvestre Varela. Na baliza procedeu à rotação anunciada, com Casillas em vez de Helton.

























A história do jogo ficou marcada pelos defeitos e virtudes da equipa portista patenteados ao longo de toda a época: inconsistência, erros defensivos de palmatória e ineficácia na finalização. Denominadores comuns que associados às arbitragens «infelizes» que teimam em prejudicar, fazendo vista grossa a situações ilegais escandalosas, empurram a equipa ainda mais para baixo.

Nestas circunstâncias torna-se difícil, quase impossível lutar pelos objectivos a que o Clube nos habituou.

Três golos sofridos com uma passividade aterradora (defesas mal colocados, estáticos, permeáveis, abúlicos, presas fáceis e com um «peru» dos antigos, como cereja em cima do bolo), duas bolas nos ferros da baliza contrária e uma grande penalidade descarada por assinalar, fizeram esquecer algumas (poucas) das coisas boas e bonitas que estes jogadores também conseguiram fazer.

Herrera, na concretização de uma grande penalidade indiscutível sobre Brahimi ainda chegou a criar algumas expectativas, fazendo o 1-1.






















No entanto, foi manifesta a falta de pedalada da equipa azul e branca. O nível exibicional continua muito fraco e mesmo que a falta dentro da área sobre Aboubakar tivesse sido assinalada e concretizada, duvido que estes jogadores não cometessem os mesmos erros, inviabilizando um resultado positivo.


Enfim, é o que temos! Espero decisões acertadas para a próxima temporada de quem de direito, porque esta foi uma grande desilusão.

PREPARAÇÃO IDEAL PARA A FINAL DA TAÇA









O FC Porto vai receber hoje no seu estádio o Sporting, num clássico atípico e sem outro interesse que não seja defender o prestígio, já que em termos classificativos, qualquer que seja o resultado não tirará os azuis e brancos do 3º lugar. 

Será no entanto uma boa oportunidade para testar as capacidades actuais da equipa, com vista à final da Taça de Portugal.

Lutar pela vitória faz parte do ADN do Clube, falta saber se estes jogadores já recuperaram a confiança suficiente para concretizar o terceiro triunfo consecutivo, algo que já não acontece desde 20 de Dezembro de 2015, já lá vão mais de 4 meses!

A novidade na lista dos convocados é o regresso de Miguel Layún, depois de ter falhado a ùltima partida, frente à Académica, devido a uma mialgia de esforço. Marega e Francisco Ramos ficaram de fora.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS





















EQUIPA PROVÁVEL
























COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2015/16 - 32ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO, 30 DE ABRIL DE 2016, ÀS 18:30 H
ÁRBITRO NOMEADO: ARTUR SOARES DIAS - A.F. PORTO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

quarta-feira, 27 de abril de 2016

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 147













RODOLFO REIS - Goleador Nº 147

Apontou 10 golos com a camisola do FC Porto, em 331 participações durante as 13 temporadas ao serviço do plantel principal do Clube.

Rodoldo dos Reis Ferreira nasceu no dia 29 de Janeiro de 1954, na freguesia de Cedofeita, na cidade do Porto.

Começou de tenra idade nas escolas de formação do FC Porto e fez toda a sua carreira de futebolista de eleição de azul e branco vestido, não conhecendo outra em todo o seu percurso. As suas inegáveis qualidades (raça, alma, pujança física, entrega ao jogo, solidariedade com os seus companheiros e qualidade técnica acima da média), fizeram dele um grande capitão, um símbolo e um dos baluartes da famosa «mística» do Clube.

























A sua estreia oficial com a camisola principal do FC Porto aconteceu no dia 12 de Março de 1972, no Estádio Municipal de Coimbra, frente à Académica, em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato nacional 1971/72, com vitória portista por 1-0. Rodolfo jogou os primeiros 45 minutos dessa partida, tendo ficado no balneário, substituído por Seninho.

Tendo em conta que este brioso atleta foi já objecto de apreciação individual, neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 9 de Maio de 2011, convido os estimados leitores a recordar aqui, partes importantes da sua carreira.

A imagem que se segue é uma das imensas possíveis, num dos muitos jogos em que Rodolfo Reis foi titular e capitão da equipa:









































Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1977/78 e 1978/79)
2 Taças de Portugal (1976/77 e 1983/84)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sábado, 23 de abril de 2016

VITÓRIA FELIZ MAS JUSTA
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto conseguiu a segunda vitória consecutiva ao triunfar em casa da Académica de Coimbra, num jogo em que começou a perder, mas teve a capacidade de conseguir virar o resultado a seu favor, garantindo desde já o terceiro lugar e o direito de participar no play-off de acesso à Champions League.

Depois do bom desempenho frente ao Nacional da Madeira, oito dias antes, José Peseiro fez apenas uma alteração no onze inicial, colocando na baliza Helton em vez de Casillas, no seu entender para rotinar o guarda-redes que vai defender a baliza portista na final da Taça de Portugal.

























Os azuis e brancos voltaram a entrar bem no jogo, com determinação, consistência e pressão, mas tiveram pela frente um adversário com um bloco muito unido, que se foi fortalecendo gradualmente e corrigindo as suas posições, oferendo uma réplica bastante interessante.

Rúben Neves deu o mote, ainda não era decorrido o primeiro minuto, com um remate intencional de fora da área, obrigando o guardião contrário a aplicar-se. Onze minutos depois, Maxi Pereira entrou bem na área contrária, rematando de pé direito, para mais uma boa defesa de Trigueira. Por volta dos 17 minutos o golo portista esteve eminente. Boa combinação de André Silva a assistir a entrada de Herrera sob a direita, num passe a rasgar, com o mexicano a ir à linha cruzar para o coração da pequena área, onde apareceu Silvestre Varela um nadinha atrasado para a emenda, perdendo a melhor oportunidade dos Dragões até então. Foi o melhor período portista da primeira parte. Depois os estudantes acertaram as marcações e o posicionamento, dificultando ao máximo a organização atacante do FC Porto. 

Desde então os azuis e brancos baixaram de produção, sentiram mais dificuldades, começaram a perder a bola com maior frequência, a decidir pior e a permitir alguns contra-ataques ao adversário.

Foi numa dessa perdas de bola que surgiu a jogada do golo inaugural da partida, resultante de uma falta cometida por Maxi Pereira, já perto da linha da grande área, cobrada irrepreensivelmente por Pedro Nuno, com um remate indefensável. Creio no entanto que os jogadores portistas incorreram num erro determinante para o êxito deste livre, ao permitirem a presença de três jogadores da Académica na barreira. Foi por esse local que a bola passou. Os três fizeram bloco afastando-se para a esquerda, obrigando os atletas do FC Porto a abrir o buraco e o golo aconteceu.






















A turma portista não se deixou abalar e foi à procura do prejuízo, chegando aos 38 minutos à igualdade no marcador, com outro belo golo. Lançamento longo da linha lateral, no enfiamento da grande área, efectuado por Maxi Pereira, bola afastada por um dos defesas estudantis para perto da meia lua onde estava Sérgio Oliveira que ganhou de cabeça e num toque precioso colocou nos pés de Rúben Neves, que enquadrado com a baliza rematou de primeira, obtendo um golo de fazer levantar o estádio.

























A Académica passou a actuar ainda com mais cautelas e o FC Porto a perder alguma consistência, especialmente nas acções ofensivas, com algumas más decisões no último passe ou mesmo no remate.

Depois do intervalo os azuis e brancos voltaram a entrar melhor com Sérgio Oliveira a rematar forte e colocado, aos 53 minutos, mas muito por alto. Dois minutos depois foi André Silva, que depois de um bom trabalho, rematou com intenção, mas Trigueira defendeu de forma espectacular, evitando o golo.

Aos 62 minutos Peseiro trocou Varela por Brahimi e quatro minutos depois surgiu o golo da vitória portista. O argelino recebeu um passe à entrada da área, sob o lado esquerdo, assistiu para a entrada de André Silva que apareceu felino para a emenda e sem conseguir tocar na bola, teve o mérito de enganar o guardião contrário que foi impotente para impedir o caminho para as suas redes. 























Prémio justo para a equipa do FC Porto que continuou à procura de dilatar o marcador. Corona aos 78 minutos rematou com muito perigo, fazendo a bola passar rente ao poste mais distante.

A Académica também não baixou os braços e aos 88 minutos provocou um autêntico calafrio na área portista. Num passe longo que apanhou a defensiva azul e branca muito adiantada, Plange ganhou em corrida a Danilo e Indi, descaiu sobe a direita, viu Helton fora da pequena área, rematou em chapéu a bola dirigida ao canto superior direito, mas por sorte saiu a rasar a barra, com o guarda-redes azul e branco a conferir com o olhar a trajectória do esférico.

No final, vitória feliz mas justa, numa exibição bem menos conseguida.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

REPETIR BOA EXIBIÇÃO?









O FC Porto vai amanhã, frente à Académica de Coimbra tentar repetir a boa exibição realizada na semana passada contra o Nacional. A ideia de Peseiro é consolidar os processos, a qualidade do jogo e a eficácia.

A equipa estudantil precisa de pontos e vai tornar-se um adversário incómodo, capaz de travar as ideias da turma portista que terá de actuar com muita determinação e consistência.

Os regressos de André André e Brahimi são as principais novidades na lista de 19 convocados para este jogo. De fora ficou Miguel Layún, a braços com uma lesão.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS





















EQUIPA PROVÁVEL
























COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2015/16 - 31ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO CIDADE DE COIMBRA - COIMBRA
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO, 23 DE ABRIL DE 2016, ÀS 16:15 H
ÁRBITRO NOMEADO: NUNO ALMEIDA - A.F. ALGARVE
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

quarta-feira, 20 de abril de 2016

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 146













YANKO DAUCIK - Goleador Nº 146

Apontou 10 golos em 16 jogos realizados com a camisola do FC Porto numa única época ao seu serviço (1959/60).

Yanko Daucik Ciboch, nasceu no dia 22 de Março de 1941, em Praga, Checoslováquia, hoje Rep. Checa.

Avançado talentoso mas lento, a sua carreira de futebolista ficou associada à carreira de treinador de seu pai, Ferdinand Daucik que acompanhou pelos diversos clubes que orientou.

Yanko começou por jogar em Espanha, país que o acolheu desde o ano de 1950 aos 9 anos de idade, juntamente com os pais e irmão, exilados do regime comunista que imperava na sua terra natal. 

Terá feito a sua formação nas escolas do Indauchu, tendo chegado ao UD Salamanca para reforçar a equipa no último terço da temporada de 1958/59.

Dotado de compleição física imponente, beneficiou fortemente do facto de ser filho do treinador e sobrinho de Ladislao Kubala (a estrela do Real Madrid), que sempre o acompanharam, para representar os emblemas com quem o seu progenitor ia assumindo compromissos. Foi assim que representou o Atlético de Madrid antes de chegar ao FC Porto.

A equipa portista tinha iniciado a temporada de 1959/60 sob o comando técnico do italiano Hector Purcelli, mas 4 derrotas, 3 delas em casa, nas primeiras 7 jornadas a que se juntou a eliminação da Taça dos Campeões Europeus, frente ao Ruda Hvezda Bratislava, com dupla derrota, levaram à destituição do treinador.

Ferdinand Daucik, com um palmarés de 3 títulos no campeonato espanhol e 5 Taças de Espanha, foi o escolhido para assumir a sucessão. O filho Yanko veio no pacote e obviamente ganhou de imediato o lugar de titular indiscutível.

























A sua estreia aconteceu no dia 15 de Novembro de 1959, no Campo da Estrela, em Évora, frente ao Lusitano de Évora, em jogo da 8ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-0.

O seu primeiro golo aconteceu na jornada seguinte, em 22 de Novembro de 1959, no Estádio das Antas, frente ao Boavista. Daucik apontou o primeiro golo da vitória portista, por 2-1.

























A duas jornadas do fim, já sem hipóteses de alcançar o 3º lugar, o técnico foi despedido e naturalmente o filho saiu com ele.










Regressou a Espanha para fazer um périplo por uma série de emblemas: Real Bétis (1960/61 e 1961/62), Real Madrid (1962/63 e 1963/64), Atlético de Madrid (1964/65), UD Melilla (1965/66), RCL Mallorca (1966/67), em Abril de 1967 atravessou o Atlântico para jogar no Toronto Falcons (Canadá) até final desse ano, de Janeiro a Junho de 1968 transferiu-se para o Chile defendendo a camisola do Universidad do Chile, regressou a Espanha na temporada 1968/69  para representar o Rayo Vallecano, seguiu-se o UE Sant Andreu (1969/70), o Espanyol de Barcelona (1970/71), encerrando a carreira ao serviço do Xerez CD (Janeiro a Junho de 1972).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Worldffotball.net

domingo, 17 de abril de 2016

ACTUAR COM CONSISTÊNCIA TORNOU TUDO MAIS FÁCIL
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto regressou às vitórias na Liga NOS, após duas derrotas consecutivas, frente a um adversário tradicionalmente complicado e logo por quatro golos sem resposta.

A praticar um futebol consistente, criterioso e rápido, os azuis e brancos foram donos e senhores do jogo que só não teve resultado mais volumoso face à grande exibição do guardião Rui Silva, que com um punhado de defesas espectaculares, evitou outros tantos golos.





















José Peseiro surpreendeu tudo e todos ao deixar no banco Layún e um dos dois pontas de lança habituais (Aboubakar ou Suk), escalando em troca Danilo, que recuou para central, dando o su lugar no meio campo a Rúben Neves, entrando José Angel para a lateral esquerda e no eixo do ataque André Silva.
























A equipa mostrou-se empenhada e confiante partindo à procura dos golos com convicção, rapidez, agressividade e eficácia. Tal atitude provocou a primeira explosão de alegria logo aos dois minutos de jogo, num lance de futebol corrido e apoiado, bem construído e melhor concretizado por Silvestre Varela.





















Sem hesitações ou complexos, os jogadores portistas rapidamente chegaram ao segundo, em cima do minuto nove, depois de uma recuperação de bola de Rúben Neves que lançou o ataque de imediato, com Herrera a receber solto na esquerda e a rematar com êxito.





















O futebol vivo e alegre, como já não víamos há algum tempo, tornou este jogo que se previa de imensas dificuldades, bem mais simples. Os insulares foram surpreendidos pela entrada vigorosa dos Dragões, ficando praticamente sem argumentos para discutir o resultado.

Sem fazer uma exibição perfeita a equipa do FC Porto exibiu-se agradavelmente na maioria do tempo do jogo, apesar de um ou outro erro ou desconcentração, que em outros jogos recentes provocaram amargos de boca. Desta vez foi mais feliz, mas também bem mais competente, demonstrando que os seus jogadores não desaprenderam e não só podem como devem render muito mais.

No segundo tempo, apesar do Nacional se ter mostrado mais atrevido, foi o FC Porto que dominou em todos os aspectos do jogo, criando lances vistosos, bem construídos, de bom recorte técnico, proporcionando um espectáculo interessante e agradável de seguir. Mais dois golos foi o pecúlio alcançado. Danilo, de cabeça e Aboubakar, dez minutos depois de render o jovem e ainda muito verde André Silva, com um vistoso chapéu, coloriram o resultado final.




















Pelo meio ficaram na retina uma mão cheia de boas defesas do guarda-redes insular, a evitar que o resultado tivesse laivos de escandaloso.

Espero e desejo que estes resultado e desempenho tenham servido como motivação para os jogos que faltam.